A ocupação ilegal na Praia do Pepê virou alvo da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (6), durante a Operação Orla Livre, realizada na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. A ação busca combater possíveis crimes ambientais na faixa de areia da região.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação apura a ocupação irregular de uma área pública da União, além da realização de obras sem o devido licenciamento ambiental. O trecho investigado integra uma Área de Proteção Ambiental, o que aumenta a gravidade das intervenções apontadas.
Durante a operação, agentes federais cumpriram um mandado de busca e apreensão na Barra da Tijuca. A apuração começou após requisição do Ministério Público Federal, dentro de uma Ação Civil Pública que trata de intervenções irregulares na praia.
Segundo as investigações, a construção da sede de uma organização esportiva e recreativa teria provocado danos ambientais na Praia do Pepê. Entre os problemas identificados estão a supressão de vegetação nativa de restinga e a introdução de espécies exóticas no local.
A Polícia Federal também aponta impacto negativo à fauna local e ausência de licença ambiental para as intervenções. A área de restinga é considerada sensível e tem papel importante na proteção do ecossistema costeiro.
Os investigados podem responder por crimes como realização de obra potencialmente poluidora sem licença ambiental, destruição de vegetação da Mata Atlântica, ocupação irregular de área da União e associação criminosa.
Outras infrações ainda podem ser identificadas ao longo das investigações. A Operação Orla Livre segue com análise do material apreendido e novos desdobramentos podem ocorrer após o avanço da apuração.














