As novas regras do futebol foram oficialmente aprovadas e começarão a valer já na Copa do Mundo 2026. A decisão foi tomada pela International Football Association Board, órgão responsável por definir as normas da modalidade, em assembleia realizada com aval da FIFA.
Entre as principais mudanças está a ampliação do uso do árbitro de vídeo. O VAR poderá interferir em lances envolvendo marcação equivocada de escanteios e também em situações de segundo cartão amarelo que resultem em expulsão. A ideia é reduzir erros claros que impactem diretamente o resultado das partidas.
Outra alteração relevante é a criação de contagem regressiva para coibir o antijogo. Nas cobranças de lateral, caso o jogador ultrapasse cinco segundos após o início da contagem do árbitro, a posse será revertida ao adversário. Nos tiros de meta, o descumprimento do mesmo prazo resultará em escanteio para o time rival.
As substituições também passam a ter limite mais rígido. O atleta que estiver deixando o campo terá dez segundos para sair após a sinalização na placa eletrônica. Caso não cumpra o tempo, o jogador que entraria ficará um minuto aguardando para participar da partida.
Além disso, qualquer atleta atendido pela equipe médica será obrigado a permanecer pelo menos um minuto fora de campo antes de retornar, medida que tenta evitar interrupções estratégicas para esfriar o jogo.
As alterações entram em vigor para clubes a partir de 1º de junho e valerão já na próxima temporada europeia. No cenário internacional, a primeira grande vitrine será a Copa do Mundo de 2026.
A Ifab também anunciou que fará consultas para avaliar situações em que jogadores cobrem a boca durante discussões em campo, após episódio envolvendo o atacante Prestianni, do Benfica, e Vini Jr., do Real Madrid, na Champions League.
Outro ponto em análise envolve goleiros que simulam lesões para paralisar o jogo. A entidade pretende testar mecanismos que evitem esse tipo de comportamento estratégico.
Com as novas regras do futebol, a expectativa é de partidas mais dinâmicas, decisões mais precisas e menos espaço para a chamada “cera” dentro de campo — mudanças que prometem impactar diretamente o espetáculo em 2026 e além.














