Nova plataforma digital integra dados para combater violência contra mulher no Rio

Lançamento da plataforma do Observatório do Feminicídio

Uma plataforma digital contra violência à mulher foi lançada nesta quarta-feira (20) no Rio de Janeiro, com o objetivo de integrar informações e ampliar o monitoramento de casos no estado. A iniciativa faz parte do Observatório do Feminicídio e é coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher.

O portal reúne dados de áreas como saúde, segurança pública e justiça, oferecendo painéis interativos e linguagem acessível. Segundo os levantamentos, em 2024 foram registradas em média 148 notificações diárias de violência contra mulheres em unidades de saúde. Já entre janeiro e julho de 2025, foram 42.152 registros, sendo 73,5% das vítimas do sexo feminino. A violência física lidera os índices, seguida pela violência sexual, com o estupro como ocorrência mais frequente. Em 42% dos casos, houve reincidência da agressão.

Pela primeira vez, reunimos em um só espaço dados de órgãos públicos que denunciam, investigam, julgam e acolhem. É uma iniciativa que une ciência e dados para enfrentar uma das formas mais cruéis de violência contra a mulher. Nosso compromisso é continuar trabalhando para que nenhuma mulher seja silenciada pela violência, afirmou a secretária de Estado da Mulher, Heloisa Aguiar.

Conforme o Instituto de Segurança Pública (ISP), entre janeiro e julho foram contabilizados 53 feminicídios, 12 a menos do que no mesmo período de 2024. No mesmo semestre, o Tribunal de Justiça concedeu 23.440 medidas protetivas de urgência e efetuou 3.032 prisões relacionadas à violência doméstica. Os casos de feminicídio e agressões a mulheres são constantes e alarmantes. Integrar o painel da Saúde RJ a outros setores do governo é fundamental para novas políticas de enfrentamento, destacou a secretária estadual de Saúde, Claudia Mello.

A plataforma recebeu investimento de R$ 2,4 milhões, contou com apoio técnico da UFRJ e integra informações de diferentes órgãos do estado. Durante o lançamento, também foram apresentadas uma cartilha informativa e um curso de capacitação para agentes de segurança, que devem fortalecer a rede de proteção às mulheres e orientar novas estratégias de combate à violência de gênero.

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