A Prefeitura do Rio deu início nesta terça-feira (5) às obras da primeira base da nova força armada da Guarda Municipal, localizada no Leblon, Zona Sul da cidade. A unidade será instalada na Praça Nossa Senhora Auxiliadora, ao lado do Hospital Municipal Miguel Couto, e tem previsão de entrega em até quatro meses.
Durante coletiva de imprensa, o prefeito Eduardo Paes explicou que o novo grupo de elite terá como foco o patrulhamento ostensivo em locais com grande circulação de pessoas, como centros comerciais, parques e áreas turísticas. Ele reforçou que a atuação da nova tropa não envolverá o combate ao tráfico de drogas ou milícias.
“Tomamos a decisão de armar uma parte da Guarda Municipal, um grupo de elite que vai ter o papel de combate a crimes de rua, roubos e furtos. Ela não vai cuidar de ocupação territorial. Vai proteger centros de bairro, grandes pontos de fluxo e os parques da cidade”, afirmou o prefeito.
O efetivo inicial será formado por 660 agentes da própria Guarda Municipal. A primeira turma, com 330 selecionados, iniciará o treinamento no dia 1º de setembro. A segunda começa em 3 de novembro. A capacitação terá duração de quatro meses e incluirá avaliações físicas, testes psicológicos e instruções voltadas para patrulhamento preventivo, uso de armamento e controle de situações urbanas.
A previsão é que os primeiros agentes estejam atuando nas ruas até março de 2026. Segundo Paes, a prefeitura já iniciou a aquisição de armamentos, viaturas, motos e coletes à prova de balas para equipar a nova força.
Além da base do Leblon, outras duas estão em construção: uma em Inhoaíba, na Zona Oeste, e outra no Parque Piedade, na Zona Norte.
O investimento na reforma da base no Leblon é estimado em R$ 2,6 milhões. A estrutura atual será quase totalmente reconstruída, com melhorias nas redes elétrica e hidráulica, troca de vigas metálicas e implantação de áreas restritas para armazenamento de armamentos letais e não letais.
Entre os recursos previstos está a “caixa de desmuniciamento”, uma estrutura de segurança onde os agentes descarregam suas armas antes de entrar nas dependências da base. A medida faz parte dos protocolos de segurança interna adotados pela nova tropa.














