A prostituta do caso Neymar, Nayara Macedo, conhecida nas redes sociais como Any Awuada, foi presa na última quarta-feira (21) suspeita de envolvimento em um esquema de falsificação e venda de cosméticos e perfumes adulterados. Ela está detida preventivamente na cadeia pública de Itaquaquecetuba, em São Paulo.
A prisão ocorreu após uma operação da Polícia Civil que também apreendeu diversos produtos falsificados e um carro de luxo avaliado em aproximadamente R$ 150 mil. A investigação iniciou-se a partir da denúncia de uma consumidora que relatou ter recebido mercadorias falsificadas após realizar uma compra no valor de R$ 857,90.
Durante a operação, além dos produtos, a polícia encontrou Nayara junto com sua mãe, que também é investigada no caso. Uma criança de dois anos, filha de Nayara, foi entregue aos cuidados de uma tia.
Denúncia sobre condições na cadeia
Por meio de vídeos divulgados pela sua defesa, Nayara denunciou as condições precárias na unidade prisional. Nas imagens, é possível ver que o espaço não possui infraestrutura básica, como torneiras funcionais ou pias, e que as detentas dormem no chão, muitas vezes no próprio banheiro, devido à superlotação.
A defesa afirma ainda que há relatos de infestação de ratos e baratas no local, além da convivência de Nayara com uma detenta em estágio avançado de gestação, o que agrava ainda mais a situação.
O escritório responsável pela defesa de Nayara classificou as condições como degradantes e informou que tomará as medidas cabíveis para garantir os direitos fundamentais da ré e das demais mulheres que se encontram na mesma cela.
Entenda o caso
O processo contra Nayara envolve suspeitas de participação em um esquema de falsificação e venda de produtos de beleza. Segundo o inquérito, ela realizava vendas por meio de redes sociais e plataformas digitais, oferecendo perfumes e cosméticos de marcas renomadas, que seriam, na verdade, produtos adulterados.
Além disso, ela também responde a um processo no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), movido por uma cliente que não recebeu um produto adquirido na loja online gerenciada por Nayara e sua mãe.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil continua apurando se há outros envolvidos no esquema e se o grupo atuava em outras regiões além da Grande São Paulo. Nayara segue presa preventivamente até que haja uma decisão judicial sobre o seu caso.
O processo criminal segue em andamento, e a defesa busca alternativas legais para garantir tanto a resposta ao processo quanto condições dignas de encarceramento.














