Natacha Horana voltou a falar publicamente sobre sua vida após deixar a prisão e revelou detalhes dos impactos emocionais que enfrentou durante o processo de recomeço.
A ex-bailarina do Domingão do Faustão, hoje influenciadora, contou que o período vivido marcou profundamente sua trajetória e exigiu uma reconstrução interna.
“Foi muito difícil. Recomeçar depois de tudo o que eu vivi não é simplesmente voltar para a vida e fingir que nada aconteceu. Existe um processo interno muito profundo. Eu precisei reaprender muita coisa sobre mim, sobre as pessoas e sobre o mundo”, afirmou.
Segundo ela, a experiência mudou sua forma de enxergar a própria vida e também suas relações pessoais.
“Também precisei aceitar que eu não era mais a mesma pessoa de antes. Algumas coisas que antes faziam parte da minha vida já não faziam mais sentido. Alguns lugares, algumas rodas de amizade… eu simplesmente já não me sentia pertencente”, relatou.
Natacha destacou que o período na prisão deixou marcas que ainda fazem parte de sua história.
“Eu acho que certas experiências deixam marcas que fazem parte da nossa história para sempre. Não é algo que simplesmente desaparece. O que muda é a forma como a gente aprende a lidar com isso”, disse.
Ao falar sobre o momento atual, ela afirmou estar mais forte emocionalmente, apesar dos desafios enfrentados ao longo do caminho.
“Um ano depois, eu posso dizer que estou muito mais forte emocionalmente e muito mais consciente de quem eu sou. Eu passei por momentos muito difíceis, de medo, de tristeza, de isolamento, e precisei me reconstruir aos poucos. Hoje eu me sinto mais madura. Ainda existem momentos em que algumas coisas mexem comigo, principalmente o julgamento das pessoas, mas eu aprendi a não deixar que isso defina quem eu sou”, declarou.
Além de compartilhar sua experiência pessoal, a influenciadora também decidiu transformar o que viveu em uma iniciativa de apoio a outras mulheres.
Ela criou o projeto “Além da Penna”, em parceria com a advogada Paola Toledo, com o objetivo de acolher mulheres em situação de vulnerabilidade emocional, social e jurídica.
“Existem muitas mulheres vivendo batalhas invisíveis. Mulheres que foram julgadas, abandonadas ou que simplesmente perderam a força de recomeçar. O projeto nasce para olhar para essas mulheres com humanidade”, explicou.
O relato chama atenção pela sinceridade e pelo impacto das experiências vividas — mostrando que, por trás das redes sociais, existem histórias profundas de reconstrução e superação.














