Abrigos lotados no Rio de Janeiro impulsionam mutirão de castração com 600 gatos atendidos
Em uma ação rápida e focada, a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, em parceria com a Comissão de Defesa dos Animais da Câmara Municipal, realizou um mutirão de castração que atendeu a impressionantes 600 gatos neste último sábado (25/7). A iniciativa ocorreu em seis unidades de atendimento espalhadas pelas Zonas Sul e Norte da cidade.
O objetivo principal desta força-tarefa foi o de controlar a reprodução dos animais, buscando frear o ciclo que leva ao abandono e, consequentemente, à superlotação dos abrigos municipais. A secretária municipal, Jeniffer Coelho Ramos, destacou a importância crucial do procedimento.
“A castração é fundamental para evitar as ninhadas indesejadas, que resultam em abandono”, explicou Jeniffer Coelho Ramos. A declaração reforça a visão de que a intervenção cirúrgica é uma das principais ferramentas no combate à superpopulação de animais nas ruas e em instituições de acolhimento. Conforme informação divulgada pela Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, o mutirão foi essencial para mitigar a crise atual.
O impacto da pandemia no abandono de animais
O vereador Luiz Ramos Filho, membro da Comissão de Defesa dos Animais, apontou um aumento significativo no abandono de animais após o período da pandemia de COVID-19. Segundo ele, muitas famílias que adotaram pets durante o isolamento social se viram obrigadas a abandoná-los devido a dificuldades financeiras.
“Na pandemia, muita gente adotou animais. Logo depois, com a perda de renda, muitas pessoas passaram a abandonar os animais nas ruas. Só nas minhas redes sociais, recebo diariamente mais de cem pedidos de resgate”, afirmou o vereador, evidenciando a dimensão do problema que afeta a cidade.
Abrigos operando no limite da capacidade
Atualmente, os abrigos da Prefeitura do Rio de Janeiro operam em sua capacidade máxima, acolhendo mais de 1.500 animais. Essa situação de extrema lotação tem levado a secretaria a buscar alternativas para o atendimento e cuidado dos animais.
A falta de espaço tem sido um desafio constante. “Chegamos a uma situação em que precisamos recorrer a lares temporários, porque os abrigos estão cheios”, relatou Jeniffer Coelho Ramos, detalhando a complexidade da gestão de animais resgatados e abandonados na capital fluminense.
Mutirão com apoio veterinário voluntário
O mutirão de castração contou com a dedicação de 20 veterinários voluntários que atuam na rede municipal. As cirurgias foram distribuídas estrategicamente em seis unidades de atendimento, otimizando o alcance da ação e garantindo que o maior número possível de animais fosse beneficiado.
A iniciativa demonstra a importância de ações conjuntas entre órgãos públicos e profissionais da área para lidar com questões urgentes como o controle populacional de animais e o combate ao abandono, especialmente em cenários de crise como o que se apresentou após a pandemia.














