O muro do Colégio Estadual Visconde de Cairú, no Méier, apresenta grandes fendas e corre risco iminente de desabamento. A calçada na Rua Soares foi parcialmente interditada pela Defesa Civil Municipal para proteger pedestres e alunos.
Risco de desabamento assusta pedestres e comunidade escolar no Méier
A estrutura externa da unidade escolar, localizada no número 15 da Rua Soares, começou a ceder visivelmente nos últimos dias. Além das fendas profundas que cortam a alvenaria de ponta a ponta, a parede exibe um abaulamento nítido em direção à calçada pública.
A passagem é rota diária de centenas de estudantes, pais com crianças pequenas e passageiros que caminham em direção à estação de trem do Méier. Diante do perigo de desabamento repentino sobre quem transita pelo local, agentes da Defesa Civil Municipal colocaram faixas de isolamento no trecho mais crítico.
Mesmo com a sinalização de fita zebrada, pedestres precisam descer para o asfalto e dividir espaço com veículos na via estreita. A comunidade teme que a estrutura não resista a chuvas fortes ou vibrações provocadas pela passagem constante de veículos pesados.
O que dizem os órgãos responsáveis pelas obras
Procurada para esclarecer as providências emergenciais, a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) afirmou que realizou vistoria conjunta com a Defesa Civil Municipal. O órgão estadual declarou que o isolamento foi aplicado preventivamente para resguardar alunos, funcionários e vizinhos da unidade.
Segundo a pasta da Educação, já está em andamento o processo administrativo voltado para a contratação e execução das obras de reconstrução completa de todo o muro perimetral. Até o momento, o governo não fixou um calendário oficial para o início das intervenções no canteiro de obras nem divulgou o orçamento previsto.
Não há registro de suspensão nas aulas regulares do colégio até o momento. No entanto, pais cobram agilidade antes que ocorra um acidente grave na saída dos turnos escolares, quando dezenas de adolescentes se concentram na calçada.
Como a situação afeta a rotina do bairro
A interdição da calçada na Rua Soares altera a movimentação de uma das áreas mais tradicionais do Méier. A via tem trânsito local ativo e liga pontos comerciais a diversas residências e clínicas da Zona Norte.
Com o bloqueio parcial, cadeirantes, idosos e carrinhos de bebê encontram dificuldades severas de acessibilidade. Ao contornar a área interditada pela pista de rolamento, pedestres ficam expostos ao tráfego de automóveis, exigindo cautela redobrada dos motoristas que trafegam na altura do número 15.
Moradores do entorno cobram a colocação de tapumes resistentes e proteções de madeira enquanto a reforma definitiva não começa. A faixa plástica atual pode ser rompida com facilidade pelo vento ou por pedestres desatentos durante o período noturno.
O que fazer em caso de ameaça de desabamento
Qualquer morador ou pedestre que notar o agravamento de rachaduras, estalos ou inclinação de estruturas públicas pode acionar o poder público imediatamente. A Defesa Civil Municipal atende chamados de emergência de forma gratuita pelo telefone 199, disponível 24 horas por dia em toda a cidade do Rio de Janeiro.
Ao registrar o chamado, informe o endereço completo com pontos de referência e descreva as condições visíveis da estrutura. Em casos de perigo urgente para pedestres em trânsito com risco na via pública, a Guarda Municipal também pode ser acionada pela central telefônica 1746 da Prefeitura.
Para demandas diretamente relacionadas à infraestrutura das escolas da rede estadual, a comunidade escolar pode registrar reclamações na Ouvidoria Geral do Estado pelo telefone 0800 285 2950 ou pelo portal oficial da Ouvidoria do Governo do Rio.














