O muriqui-do-sul na Costa Verde foi registrado pela primeira vez pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), no Parque Estadual Cunhambebe (PEC). Considerado o maior primata das Américas, o animal está criticamente ameaçado de extinção, segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Pesquisadores identificaram dois grupos, somando 36 indivíduos, a partir de imagens feitas por drone equipado com câmera termal. A descoberta integra o projeto de monitoramento da fauna, desenvolvido em parceria com a Vale, e representa um marco histórico para a conservação da espécie.
O secretário estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, ressaltou a relevância da descoberta. Esse registro inédito representa um avanço significativo nas pesquisas ambientais da região. É um marco para a conservação da biodiversidade fluminense. É muito gratificante ver nossos esforços e políticas ambientais dando resultados positivos, destacou.
Apelidado de “engenheiro da floresta”, o muriqui-do-sul contribui para a dispersão de sementes, auxiliando na regeneração da mata atlântica. Vive em áreas de floresta entre 600 e 1.800 metros de altitude e é conhecido pelo comportamento pacífico.
O pesquisador Felipe Brandão, do Muriqui Instituto de Biodiversidade, explicou que até então só havia relatos de vestígios da espécie no parque. Agora registramos dois grupos distintos, o que sugere que a área abriga mais indivíduos do que se imaginava. Nossa expectativa é ampliar as descobertas nas próximas ações, afirmou.
Com quase 40 mil hectares, o Parque Estadual Cunhambebe é o segundo maior parque do estado do Rio e tem se consolidado como refúgio de espécies raras, reforçando a Costa Verde como uma das regiões de maior biodiversidade do país.














