Mureta do Leme é fechada nesta quarta-feira (30) após fortes ondas provocadas por uma ressaca marítima atingirem a orla da Zona Sul do Rio. Apesar do alerta de perigo, algumas pessoas se aproximaram do local para tirar fotos, mesmo com a força do mar ainda visível nas primeiras horas do dia.
Com a força das ondas, o mar invadiu a pista e chegou a alcançar os prédios localizados do outro lado da avenida. Trechos da Avenida Delfim Moreira, no Leblon, e a ciclovia Tim Maia também permanecem interditados devido aos impactos da ressaca.
No Leme, o baleiro Márcio Costa Junqueira relatou que a cena foi uma das mais impressionantes que já presenciou em quase 50 anos de trabalho na praia. “Os moradores e os professores de vôlei disseram que nunca viram, logo no primeiro dia da ressaca, uma onda tão forte. Chegou a 5, 6, até 8 metros. Invadiu quiosques, arrastou troncos, e trouxe muita areia. Parecia que o mar estava querendo pegar o que é dele de volta”, contou.
Márcio também disse ter ajudado pessoas que passavam pelo local no momento da invasão do mar. “Muitos pais e mães estavam com crianças. Demos apoio como podíamos. Felizmente, ninguém se feriu”, afirmou.
O subgerente de um restaurante no Leme comentou que a situação por lá foi menos grave do que no Leblon, graças às pedras que ajudam a conter o impacto das ondas.
Na orla do Leblon, a aposentada Oleisa Angerami, de 80 anos, comentou o susto: “Já vi ressacas antes, mas me preocupa como tudo tem ficado mais intenso. A Comlurb está fazendo o possível, mas morar na orla é lidar com a força da natureza”.
Na Zona Oeste, em Barra de Guaratiba, a força da água foi tanta que um ônibus parado no ponto final foi deslocado. Escadas e calçadas da região foram destruídas. Já em Saquarema e em Itacoatiara, Niterói, a água também invadiu ruas e tomou conta da faixa de areia.
A previsão é que o mar continue agitado até quinta-feira (31), segundo as autoridades meteorológicas.














