Mulher vítima de agressões em São Gonçalo consegue medida protetiva e faz desabafo

Mayara Coquito Lopes

Um caso envolvendo mulher vítima de agressões em São Gonçalo está sendo investigado pela Polícia Civil após denúncia registrada no bairro São Miguel. A vítima, de 26 anos, acusa o ex-companheiro de uma sequência de ataques violentos e afirma viver com medo mesmo após conseguir uma medida protetiva.

Segundo o relato feito na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), a jovem afirmou ter sido agredida com socos, chutes e tapas. As agressões teriam ocorrido na frente do filho dela, de apenas 10 anos, que também foi atingido ao tentar defender a mãe depois que ela desmaiou.

“Não foi a primeira vez que ele me agrediu, mas eu tinha dependência emocional por causa da morte da minha filha. Eu estava separada dele há três meses, mas ele não saía da minha casa porque não trabalhava. Eu decidi sair e, quando voltei, não tinha mais nada. Ele roubou tudo, geladeira, televisão e até meus documentos. Dessa última vez, ele tentou reatar, dizendo que ia recuperar os bens, mas eu não quis. Foi aí que começaram as agressões. Ele também roubou R$ 500 que estavam escondidos debaixo da cama”, disse a vítima, em depoimento ao jornal O Dia.

Após registrar a ocorrência, a mulher passou por exame de corpo de delito. O caso é tratado como tentativa de feminicídio e roubo, e segue sob investigação da Polícia Civil.

Mesmo com a medida protetiva em vigor, o temor continua. “Não consigo dormir há dias, não consigo comer. Ele me agrediu, agrediu meu filho. É inadmissível que ainda esteja solto. Ainda não há mandado de prisão, mas há uma medida protetiva. Ele pode me matar”, desabafou.

O caso reforça o alerta sobre a violência doméstica e a importância da denúncia, principalmente em situações de risco iminente.

Casos como esse continuam chamando atenção e levantando um alerta urgente que pode estar mais perto do que muitos imaginam.

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