Mulher que atropelou guarda municipal não possuía carteira de habilitação

Kelly Duffles Ribeiro

A mulher que atropelou guarda municipal não possuía carteira de habilitação e teria pegado o carro da própria mãe sem autorização horas antes do acidente que resultou na morte da agente Kelly Cristina Duffles Ribeiro, de 44 anos. O caso ocorreu na manhã de domingo (5), na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

De acordo com as informações, a vítima estava voltando para casa após o plantão quando foi atingida por um veículo na Avenida de Santa Cruz, na altura de Senador Camará. Já a condutora, identificada como Marina Calmon Lopes, de 25 anos, retornava de uma festa em Padre Miguel.

Horas antes do atropelamento, a jovem publicou vídeos nas redes sociais mostrando momentos de lazer em uma casa de festas. Após o acidente, ela se recusou a realizar o teste do bafômetro, o que passou a integrar os elementos analisados pelas autoridades.

A mulher chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas recusou atendimento médico. Em seguida, foi encaminhada por policiais à 34ª DP (Bangu), onde o caso foi registrado.

Ela foi autuada em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A investigação segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.

A Guarda Municipal do Rio lamentou a morte da servidora e informou que está prestando apoio à família da vítima, além de acompanhar os desdobramentos do caso.

“Espera-se que a Polícia apure os fatos para a eventual responsabilização dos envolvidos”, informou o órgão em nota.

Kelly Cristina Duffles Ribeiro será sepultada nesta terça-feira (7), no Cemitério de Campo Grande, também na Zona Oeste do Rio.

O caso levanta questionamentos sobre responsabilidade no trânsito e comportamento de condutores — e reforça a importância de atenção redobrada em situações que podem ter consequências irreversíveis.

Limpatech