Mulher é presa no Rio por aplicar golpe Boa noite Cinderela em britânicos

Mayara Ketelyn da Silva foi presa

Uma mulher é presa no Rio acusada de aplicar o golpe Boa noite Cinderela contra dois turistas britânicos, em agosto, na orla de Ipanema, Zona Sul da cidade. Identificada como Mayara Ketelyn Américo da Silva, ela foi capturada nesta sexta-feira (5) por agentes da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat). A criminosa estava escondida em um motel em Bonsucesso, na Zona Norte, e foi detida no momento em que se preparava para sair em um carro de aplicativo.

Segundo a investigação, Mayara agiu em parceria com Amanda Couto Deloca, já presa em agosto, e Raiane Campos de Oliveira, que continua foragida. O trio conheceu as vítimas em um evento na Fundição Progresso, na Lapa, e as atraiu para a praia de Ipanema, oferecendo caipirinhas adulteradas com substância que causava sonolência e desorientação.

Essas meninas geralmente selecionam turistas estrangeiros por serem mais vulneráveis. Elas dividem as tarefas: uma seduz, outra rouba e outra coloca a droga na bebida. É preciso atenção quando você tem um encontro com pessoas que não conhece, principalmente com o consumo de bebidas. Grande parte dos casos acontece em apartamentos alugados, afirmou a delegada Patrícia Alemany, titular da Deat.

As imagens que circularam nas redes sociais mostram um dos turistas desorientado e caindo desacordado na areia da praia do Posto 9. Os criminosos fugiram de táxi após o crime. As vítimas, Mihailo Petrovic e Diego Bravo, tiveram prejuízo estimado em R$ 110 mil, incluindo saques e transferências bancárias não autorizadas. Em uma das tentativas, o grupo tentou movimentar £16.000, mas a operação foi barrada pelo sistema de reconhecimento facial. Ainda assim, conseguiram roubar £2.100.

Além da prisão de Mayara, o Ministério Público do Rio solicitou que as acusadas indenizem cada vítima em R$ 30 mil por danos materiais e morais. Raiane, a única ainda foragida, já tinha cerca de 20 anotações criminais pelo mesmo golpe e chegou a ser condenada em 2024, mas conseguiu liberdade após recurso no Tribunal de Justiça.

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