Mulher de 30 anos é achada morta em cova rasa nos fundos de boate

A Polícia Civil encontrou o corpo de Izabele Cristine da Silva Santos, de 30 anos, enterrado no quintal de um imóvel onde funcionava uma boate no município de Inocência, em Mato Grosso do Sul. A vítima estava desaparecida há sete meses, desde janeiro deste ano, e o corpo apresentava marcas de amarração.

As investigações apontam que o crime aconteceu após uma discussão ligada ao consumo de drogas no local. Duas mulheres, de 18 e 25 anos, foram identificadas como suspeitas do homicídio e da ocultação de cadáver, sendo localizadas e presas em operações policiais realizadas em Campo Grande e Cuiabá.

Investigação sobre corpo em cova rasa de boate

O desaparecimento de Izabele vinha sendo investigado pelas autoridades policiais desde o início do ano, quando familiares relataram a falta de contato. Durante os levantamentos e cruzamento de informações de inteligência, os agentes chegaram ao endereço do estabelecimento comercial em Inocência. No quintal da casa, os policiais civis localizaram a cova rasa onde a vítima havia sido enterrada.

De acordo com os agentes envolvidos no caso, a briga que resultou no assassinato envolveu as duas suspeitas e a vítima no próprio local. Após o crime, as mulheres amarraram o corpo e o esconderam na área externa do imóvel para dificultar a localização por parte das autoridades e dos parentes.

O que já se sabe sobre o crime e as prisões

A Polícia Civil informou que a motivação principal foi uma divergência entre as envolvidas devido ao consumo de entorpecentes no estabelecimento. Após a identificação da autoria, os policiais descobriram que as investigadas haviam fugido da cidade de Inocência logo após a ocultação do cadáver.

Uma das suspeitas, de 18 anos, foi capturada pelas equipes policiais em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Já a segunda investigada, de 25 anos, acabou localizada e detida em Cuiabá, no estado de Mato Grosso. Ambas foram encaminhadas para as unidades prisionais dos respectivos estados e permanecem à disposição da Justiça.

O que ainda não foi confirmado pela investigação

Apesar da prisão das duas suspeitas, a perícia técnica ainda trabalha no laudo necroscópico para determinar a causa exata da morte de Izabele Cristine. As autoridades não confirmaram se houve a participação de outras pessoas na execução do crime ou no momento do sepultamento clandestino nos fundos do imóvel.

Também não foi informado de maneira oficial se o estabelecimento comercial continuou funcionando normalmente nos meses seguintes ao assassinato. O laudo pericial do local e o exame do Instituto Médico Legal devem ser concluídos nos próximos dias para instruir o inquérito policial e esclarecer o dia exato em que a vítima foi morta.

Impacto no cotidiano e na rotina da vizinhança

A localização do corpo no imóvel que funcionava como casa noturna assustou os moradores da área urbana de Inocência. O local passou por perícias técnicas e a área permaneceu isolada pelas forças de segurança pública para a coleta de vestígios e realização dos trabalhos de escavação no terreno.

Moradores e comerciantes da região relataram surpresa com a movimentação policial de viaturas e peritos ao longo de toda a ação de busca. O trânsito no entorno da boate precisou ser temporariamente bloqueado para garantir a preservação do local do crime durante os trabalhos operacionais das equipes de investigação.

Como denunciar e acionar os serviços de segurança

Quem tiver informações sobre pessoas desaparecidas ou crimes em apuração pode entrar em contato diretamente com a Polícia Civil ou utilizar os canais oficiais de denúncia anônima do estado. Em casos de emergência ou movimentações estranhas no bairro, a Polícia Militar deve ser acionada imediatamente pelo telefone 190, que funciona 24 horas por dia.

Para prestação de informações sigilosas sobre foragidos ou crimes violentos, o cidadão pode recorrer ao Disque Denúncia regional pelo número 181 ou comparecer à delegacia mais próxima. Não é necessário se identificar para prestar esclarecimentos que auxiliem as forças de segurança pública na elucidação de casos e na localização de envolvidos.

Passo a passo caso você precise registrar um desaparecimento

Para registrar o desaparecimento de qualquer pessoa, o familiar ou conhecido não precisa esperar transcorrer 24 horas do sumiço. O boletim de ocorrência pode e deve ser feito imediatamente na delegacia mais próxima de onde a pessoa foi vista pela última vez ou de maneira online pelo portal da Polícia Civil.

Ao comparecer à unidade policial, é fundamental levar foto recente da pessoa desaparecida, documentos pessoais do familiar que faz a comunicação e o máximo de detalhes possíveis. Informações sobre roupas utilizadas no dia do sumiço, pontos de frequência, hábitos da rotina e contatos de amigos ajudam de forma rápida no início do trabalho das equipes de busca.

Foto: Metropoles

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