MPRJ prende cinco em operação contra adulteração de combustíveis

Homem foi preso por adulteração de combustíveis.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu 5 pessoas na manhã de quinta-feira (13) na Operação Bomba Baixa, contra a adulteração de combustíveis.

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir 6 mandados de prisão no total.

Entre os alvos estão administradores de postos da GTB Brasil, que colocavam metanol nas bombas. A substância é altamente tóxica e foi proibida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A investigação aponta que, entre 2017 e 2023, o grupo criminoso expandiu a rede para 60 postos de combustíveis. O esquema movimentou valores milionários: o capital social da GTB Brasil saltou de R$ 100 mil para R$ 3,9 milhões, em apenas seis anos.

Segundo o Gaeco, o grupo criminoso adquiria combustíveis sem nota fiscal, corrompia agentes públicos para evitar autuações e manipulava os lacres das bombas para burlar as fiscalizações.

Os riscos do metanol

De acordo com os promotores, o metanol era misturado ao etanol e à gasolina para reduzir custos, colocando em risco a saúde e a segurança dos consumidores e frentistas.

A substância é extremamente perigosa: a inalação ou o contato prolongado podem causar cegueira, danos neurológicos e até a morte. Além disso, o metanol é altamente inflamável, e sua combustão provoca uma chama invisível, dificultando o controle de incêndios.

A olho nu não dá para saber. É preciso que a fiscalização da ANP recolha amostras nos postos de gasolina e aplique reagentes para checar se o combustível está “batizado”.

“Quando você mistura, o motor do veículo começa a corroer, você não tem condições de rendimento do veículo adequado e, com o tempo, você vai ter que fazer uma retificação no próprio motor do veículo. Além dos grandes riscos para a saúde que esse produto traz. Portanto, não é de forma alguma para ser usado”, afirma Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal.

“Você vê ofertas com preço muito abaixo da média de mercado, desconfie. Peça nota fiscal, porque aí depois, se acontecer alguma coisa com seu veículo, você pode direto nas agências com a ANP, no MP”, explica Kapaz.

Fonte: G1

Limpatech