A operação contra bingos clandestinos realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) resultou na prisão de quatro pessoas nesta quarta-feira (11), na capital fluminense. A ação teve como alvo administradores de uma casa de apostas apontada como ligada ao grupo do contraventor Rogério de Andrade.
O estabelecimento investigado funcionava no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. Segundo o MPRJ, seis pessoas foram denunciadas por organização criminosa, sendo que quatro delas tiveram mandados de prisão preventiva cumpridos.
As investigações indicam que Ana Paula Alexandre Novello e Francesco Novello Neto atuavam como administradores do bingo clandestino. Já Thiago Perdomo Magalhães, conhecido como “Batata”, exerceria a função de gerente, enquanto Marconi da Silva Borba era apontado como supervisor do local.
De acordo com a denúncia, o espaço movimentava grande volume de dinheiro diariamente e causava prejuízos financeiros aos frequentadores. Os mandados foram cumpridos nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e Taquara.
Além dos quatro presos, Ruy Orlando Rocha Monteiro e Roberto Nogueira Figueiredo também foram denunciados pelo Ministério Público. Eles são acusados de captar clientes e auxiliar na operação das máquinas de jogo, atuando como “atracadores”.
A investigação teve origem em um Procedimento Investigatório Criminal conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A denúncia foi aceita pelo Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital.
O caso é um desdobramento da Operação Calígula, deflagrada em 2022, que teve como foco a organização criminosa associada a Rogério e Gustavo de Andrade. Rogério está preso desde novembro de 2024 em um presídio federal em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, acusado de chefiar esquema do jogo do bicho e de envolvimento na morte do rival Fernando Iggnácio.
As investigações continuam para apurar a extensão da rede e identificar outros possíveis envolvidos no esquema de exploração de jogos ilegais no estado.
O avanço da operação pode revelar novos desdobramentos e ampliar o cerco contra grupos que atuam à margem da lei no Rio.














