MPRJ denuncia “Tataliba” por feminicídio qualificado de companheira queimada em Rio das Pedras
O Ministério Público do Rio (MPRJ) apresentou denúncia contra Carlos Alberto Alves Rempem Filho, conhecido como “Tataliba”, pelo crime de feminicídio qualificado. O homem é acusado de agredir e atear fogo em sua companheira, Daiana Malvino dos Santos, em Rio das Pedras, na Zona Sudoeste. A vítima sofreu queimaduras em 52% do corpo e faleceu após sete dias internada.
Segundo a denúncia, o relacionamento do casal era marcado por um histórico de agressões físicas e psicológicas, controle e ciúmes excessivos. A investigação considerou relatos de testemunhas, contradições do acusado e uma suposta tentativa de interferir na apuração dos fatos utilizando o celular da vítima enquanto ela estava hospitalizada.
Conforme informações divulgadas pelo MPRJ, no dia do crime, uma testemunha ouviu pedidos de socorro e sons de agressão antes de Carlos deixar a residência, alegando que a companheira estava “pegando fogo”. A hipótese inicial de suicídio foi afastada pela investigação.
Feminicídio Qualificado e Pedido de Prisão Preventiva
O MPRJ denunciou Carlos Alberto Alves Rempem Filho por feminicídio qualificado, com base no motivo fútil e no emprego de fogo. O órgão ministerial também solicitou a prisão preventiva do acusado para garantir a ordem pública e a instrução criminal.
Ameaça à Sogra e Prisão por Coação
Carlos foi preso em setembro do ano passado, em Inhaúma, na Zona Norte do Rio, por ameaçar a mãe de Daiana, que era testemunha do crime. Investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) apontaram que, após atear fogo na companheira e deixá-la sem socorro, o acusado passou a enviar mensagens de ameaça por WhatsApp para a sogra, na tentativa de impedi-la de denunciá-lo. Essa conduta levou à sua prisão por coação no curso do processo.
Histórico Criminal e Sigilo do Processo
O homem já possuía antecedentes criminais, com uma passagem pela polícia por tentativa de homicídio ocorrida em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em 2002. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ) informou que processos de feminicídio tramitam em sigilo, e a reportagem não localizou a defesa do acusado até o momento.














