MPE contesta candidatura de João Drumond à Alerj por supostas ligações com o crime
O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou um pedido de impugnação contra a candidatura de João Drumond (PRD) ao cargo de deputado estadual em 2026. A ação judicial levanta sérias questões sobre a elegibilidade do candidato, neto do contraventor Luizinho Drumond e vice-presidente da escola de samba Imperatriz Leopoldinense.
As investigações que fundamentam o pedido do MPE apuram supostas ligações de João Drumond com o jogo do bicho e com organizações criminosas. A ação argumenta que há elementos que indicam o uso de estruturas ligadas à Imperatriz Leopoldinense e a projetos sociais para impulsionar a carreira política do candidato, especialmente na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Relatórios de inteligência também foram citados pelo órgão, apontando para aproximações entre João Drumond e lideranças comunitárias em áreas supostamente dominadas pela facção criminosa Comando Vermelho. Um ponto específico destacado pelo MPE é a relação política com uma pré-candidata a deputada federal, cujo companheiro é apontado como membro da facção e foragido da Justiça.
A manifestação do MPE baseia-se em informações produzidas pela Coordenadoria de Inteligência do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e em investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Caso a Justiça Eleitoral acate o pedido, João Drumond poderá ser impedido de concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Quem é João Drumond?
João Drumond, que é empresário, aparece como estreante nas eleições. Além de sua atuação na Imperatriz Leopoldinense, ele também ocupa o cargo de diretor financeiro da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). Em seu registro de candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato declarou um patrimônio de R$ 875 mil.
Candidato nega acusações e confia na Justiça
Em resposta às acusações, João Drumond classificou a ação do MPE como “caluniosa” e expressou confiança de que a Justiça Eleitoral rejeitará as alegações. O candidato afirmou veementemente que nunca participou do jogo do bicho nem manteve qualquer vínculo com facções criminosas ou organizações ilegais.
Segundo Drumond, as acusações carecem de provas e são baseadas em narrativas infundadas. Ele assegura que todos os esclarecimentos necessários serão prestados durante a tramitação do processo judicial, confiante em sua inocência e na imparcialidade da Justiça.
Impacto da decisão judicial nas eleições
A decisão da Justiça Eleitoral sobre o pedido de impugnação terá um impacto significativo no cenário eleitoral para a Alerj. Se o pedido for aceito, a candidatura de João Drumond será barrada, alterando o quadro de concorrentes ao cargo de deputado estadual. A população aguarda os desdobramentos deste caso que envolve figuras proeminentes do carnaval e alegações de envolvimento com atividades ilícitas.
Investigações em curso e próximos passos
As investigações que levaram à ação do MPE envolvem a análise de relatórios de inteligência e apurações conjuntas entre o TRE-RJ e o Gaeco. A complexidade das alegações, que conectam a política com o crime organizado e o jogo do bicho, demanda uma análise criteriosa por parte da Justiça Eleitoral. Os próximos passos incluirão a defesa de João Drumond e a análise das provas apresentadas por ambas as partes.














