PMs suspeitos de segurança privada no Rio foram presos nesta terça-feira (1º) durante uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Segundo a investigação, os policiais atuavam como seguranças particulares durante o expediente oficial, recebendo pagamentos mensais para prestar proteção privada — o que configura prática ilegal.
A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), que cumpriu 11 mandados de prisão contra os PMs suspeitos. O grupo estaria lotado principalmente em unidades de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde os serviços clandestinos de segurança teriam ocorrido com frequência.
Conforme o MPRJ, os agentes cobravam mensalmente por serviços prestados a comerciantes e moradores locais, mesmo estando escalados para funções oficiais no policiamento ostensivo. A prática, considerada corrupção e desvio de função, também levanta preocupações sobre o uso indevido de estrutura pública e armamentos oficiais em benefício de interesses privados.
A investigação aponta que os PMs teriam atuado de forma organizada, aproveitando o poder de intimidação e a presença constante nas ruas para oferecer e cobrar por uma “proteção” que deveria ser pública e gratuita.
Os promotores do Gaesp ainda apuram a possível conivência de superiores hierárquicos e a extensão do esquema para outros municípios. A Corregedoria da Polícia Militar acompanha o caso e pode instaurar processos administrativos paralelos.
As prisões fazem parte de uma série de ações do Ministério Público para combater a prática de “bico fardado” — expressão usada para definir a atuação ilegal de agentes da segurança pública em funções particulares durante o horário de serviço.














