O medicamento Mounjaro é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como alternativa para o tratamento da obesidade. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 9 de junho, e amplia o uso do remédio que já era indicado para pacientes com diabetes tipo 2.
Produzido a partir da substância tirzepatida, o Mounjaro regula os hormônios responsáveis pela sensação de fome e contribui para o controle da taxa de açúcar no sangue. Estudos recentes demonstraram resultados promissores no auxílio à perda de peso, o que motivou o pedido de liberação para esse novo uso.
O remédio já está disponível nas farmácias brasileiras desde 15 de maio, quando foi liberado exclusivamente para o controle do diabetes. Agora, com a nova autorização, passa a ser uma opção formal no combate à obesidade, por meio de aplicações semanais com duração de até 24 meses.
De acordo com a Anvisa, o tratamento consiste em doses de 0,5 ml, com concentrações entre 5 mg/ml e 30 mg/ml — o que corresponde a aplicações que variam entre 2,5 mg e 15 mg. A decisão ainda exige que a prescrição seja feita por profissional habilitado, com obrigatoriedade de retenção de receita.
Preço e programa de fidelidade
O Mounjaro é vendido com dois regimes de preço: com ou sem adesão ao programa de fidelidade da farmacêutica Eli Lilly, chamado Lilly Melhor Para Você, cuja inscrição é gratuita. Os valores com desconto são:
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2,5 mg: R$ 1.406,75 (online) e R$ 1.506,76 (físico);
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5 mg: R$ 1.759,64 (online) e R$ 1.859,65 (físico).
Fora do programa, os preços variam de acordo com o ICMS de cada estado. Considerando a alíquota média de 18%, o custo nas farmácias pode atingir:
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2,5 mg: até R$ 1.907,29;
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5 mg: até R$ 2.384,34.
O link para cadastro no programa de descontos está disponível no site oficial da Lilly: lillymelhorparavoce.com.br.
Receita obrigatória e tarja vermelha
Em abril, a Anvisa definiu que medicamentos da mesma classe do Mounjaro passarão a exigir a retenção da receita médica na farmácia. A nova exigência entra em vigor ainda neste mês de junho, 60 dias após a publicação da norma.
Por causa dos efeitos colaterais potenciais, o Mounjaro será vendido com tarja vermelha. Isso indica que ele apresenta “risco intermediário de efeitos adversos” e só pode ser adquirido mediante prescrição profissional.














