O mototaxista baleado no Rio, identificado como Andrew Andrade do Amor Divino, de 29 anos, morreu após ser atingido por um tiro durante uma abordagem policial na madrugada de sexta-feira (7), em um dos acessos ao Complexo do Chapadão, na Pavuna, Zona Norte. Segundo informações confirmadas pela Polícia Militar, os dois agentes envolvidos na ação não utilizavam câmeras corporais no momento do disparo.
Conforme a corporação, os PMs são lotados no 41º BPM (Irajá) e estavam em patrulhamento quando o carro dirigido por Andrew teria passado por um cerco policial. Um dos agentes efetuou o disparo que atingiu a vítima na nuca. O homem chegou a ser levado ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu aos ferimentos.
A informação sobre a ausência das câmeras foi revelada pelo RJTV e confirmada pelo Extra. Os equipamentos, que deveriam estar acoplados às fardas, estavam dentro de uma viatura utilizada pela dupla. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), enquanto a Corregedoria da PM apura o motivo pelo qual os policiais não estavam com os dispositivos ligados durante a abordagem.
Em nota oficial, a Polícia Militar confirmou que um dos agentes foi o autor do disparo. Segundo o comunicado, os policiais reagiram a tiros após serem atacados por criminosos em três motocicletas na região. O documento relata que, em meio à confusão, o motorista de um carro — mais tarde identificado como Andrew — não teria obedecido à ordem de parada e avançado o bloqueio.
O caso reacendeu o debate sobre o uso de câmeras corporais em ações policiais no Rio. Especialistas em segurança pública destacam que a ausência dos equipamentos compromete a transparência das operações e dificulta a apuração de casos de violência envolvendo agentes do Estado.
Andrew, que trabalhava como mototaxista, deixou dois filhos pequenos. A morte do jovem causou comoção entre familiares, amigos e moradores da Pavuna, que pedem por justiça e responsabilização dos envolvidos.














