Um motorista de aplicativo morto em Senador Camará na noite desta segunda-feira (26) chocou moradores da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Wagner Santos Ferreira, de 39 anos, foi baleado na cabeça durante uma tentativa de assalto na Rua Júlio de Melo.
De acordo com informações do Bom Dia Rio da TV Globo, o crime ocorreu quando Wagner realizava uma corrida na região. Moradores relataram que, pouco antes do crime, ouviram gritos e disparos. Wagner ainda foi socorrido com vida e levado às pressas para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
Testemunhas informaram que tudo indica uma tentativa de assalto, embora as circunstâncias exatas ainda estejam sendo apuradas pela Polícia Civil. Câmeras de segurança da rua podem ajudar na identificação dos criminosos.
Moradores que presenciaram a cena relataram momentos de pânico. “Foi muito rápido. Só ouvimos os tiros e, quando saímos, vimos o motorista caído no chão dentro do carro. É muito triste, ele estava trabalhando”, contou uma moradora, que preferiu não se identificar.
Equipes da Polícia Militar do 14º BPM (Bangu) foram acionadas e realizaram buscas na região, mas, até o momento, não há informações sobre suspeitos presos. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu o caso e investiga se o crime foi realmente uma tentativa de assalto ou se há outras motivações.
O clima na comunidade é de revolta. Motoristas de aplicativo que atuam na região fizeram manifestações na madrugada, pedindo mais segurança e justiça. “A gente sai pra trabalhar e não sabe se volta. Isso não pode continuar assim”, disse um dos colegas da vítima.
A família de Wagner está inconsolável. Amigos e parentes afirmaram que ele trabalhava como motorista de aplicativo há mais de cinco anos e era uma pessoa muito querida na comunidade.
O corpo de Wagner foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e, até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento.
A Polícia Civil segue com as investigações e pede que qualquer informação sobre os autores do crime seja repassada, de forma anônima, pelo Disque Denúncia, no número 2253-1177.














