Motociclista morre por linha chilena em Duque de Caxias

Auriel Missael Henriques

Um motociclista morre por linha chilena na tarde desta terça-feira (27) enquanto trafegava pela Linha Vermelha, na altura do Parque das Missões, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A vítima, identificada como Auriel Missael Henriques, de 41 anos, não resistiu aos ferimentos após ser atingido no pescoço.

De acordo com informações da família, Auriel seguia de moto com a esposa na garupa, a caminho de uma visita à filha em Nova Iguaçu, quando foi surpreendido pela linha cortante. Ele ainda recebeu ajuda de um motorista que passava pelo local, mas chegou já sem vida ao Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), após sofrer uma grave lesão no pescoço e uma parada cardiorrespiratória durante o socorro.

Quem era a vítima

Natural da cidade de Desterro, na Paraíba, Auriel Missael Henriques morava na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio, onde atuava como mototaxista e também trabalhava como cozinheiro. Ele deixa a esposa e três filhos, de 21, 19 e 6 anos.

O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Nova Iguaçu e, segundo a família, será trasladado para sua cidade natal na Paraíba, onde ocorrerá o velório e o sepultamento.

Risco conhecido e proibido

O uso da linha chilena, assim como o cerol, é proibido por lei no estado do Rio de Janeiro e em diversos outros estados brasileiros. Mesmo assim, acidentes continuam acontecendo, colocando em risco especialmente motociclistas, ciclistas e pedestres.

A linha chilena é ainda mais perigosa do que o cerol tradicional, por ser composta por pó de quartzo e alumínio, materiais que conferem alto poder cortante.

Investigação em andamento

A Polícia Civil abriu uma investigação para identificar de onde partiu a linha chilena que causou o acidente fatal. A perícia tenta descobrir se a linha estava sendo usada por praticantes de pipa na região ou se se soltou de algum local próximo.

Mais uma tragédia anunciada

Casos como o de Auriel reacendem discussões sobre a necessidade de aumentar a fiscalização e conscientizar a população sobre os riscos do uso de linhas cortantes. Apesar das campanhas educativas, o problema persiste em diversas regiões do estado, principalmente durante períodos de férias e finais de semana.

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