Um motim em presídio de Hortolândia provocou uma onda de destruição na tarde deste domingo, levando à mobilização de diversas equipes das forças de segurança do Estado de São Paulo. Detentos depredaram instalações internas, quebraram portas de celas e atearam fogo em colchões, gerando focos de incêndio que rapidamente tomaram parte da unidade.
Imagens que circularam nas redes sociais mostraram uma fumaça intensa saindo de diferentes alas do presídio, enquanto gritos e ruídos de metal ecoavam pelo pátio interno. Testemunhas relataram que os internos iniciaram a revolta após uma discussão envolvendo procedimentos de rotina, que acabou escalando para um confronto generalizado.
Diante da destruição e do risco de alastramento do incêndio, agentes penitenciários acionaram reforços imediatamente. Policiais militares, equipes de elite e bombeiros foram enviados para o local, realizando um cerco externo enquanto servidores especializados trabalhavam na contenção dos grupos mais exaltados dentro da estrutura. O Corpo de Bombeiros atuou na extinção das chamas e na ventilação das áreas afetadas pela fumaça.
A Secretaria de Administração Penitenciária confirmou que houve danos materiais consideráveis, mas informou que a situação foi controlada sem registro de fugas. Equipes técnicas farão uma avaliação detalhada das alas atingidas para medir a extensão dos prejuízos e verificar a necessidade de interdições temporárias.
Detentos apontados como articuladores da rebelião estão sendo identificados e devem responder administrativamente e criminalmente pelos danos causados. A pasta também destacou que abrirá uma investigação interna para apurar as circunstâncias que levaram ao motim e verificar eventuais falhas operacionais.
Apesar do clima de tensão, a unidade já retomou parte de sua rotina, com reforço de segurança e monitoramento redobrado para evitar novos episódios. A situação será acompanhada pelo governo estadual nos próximos dias.














