A Delegacia de Homicídios da Capital solicitou as gravações das câmeras corporais dos policiais envolvidos no tiroteio que matou o subtenente do Bope Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, na Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio.
O confronto aconteceu na manhã de domingo, dia 11 de outubro, na Rua Guilherme Moreira, divisa com a Freguesia. Cinco outros policiais ficaram feridos na ação, que assustou moradores da região de Jacarepaguá no início da manhã.
Investigação apura tiroteio entre policiais na Zona Oeste
Segundo a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, uma equipe do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) abordava um automóvel quando militares do 18º BPM (Jacarepaguá) se aproximaram. Conforme a versão da corporação, a guarnição do batalhão de área confundiu os agentes de elite com criminosos devido à baixa visibilidade no trecho e começou a atirar.
O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva foi atingido e levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas já deu entrada sem vida. Além dele, outros quatro homens do Bope e um do 18º BPM sofreram ferimentos. Dois passaram por procedimentos cirúrgicos e três receberam alta médica após atendimento.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) colheu depoimentos dos envolvidos e recolheu todas as armas para perícia balística. A equipe da especializada busca imagens de segurança da região e depoimentos de quem passava pelo local na hora dos disparos para confrontar as versões apresentadas.
O que já se sabe sobre o confronto
A ocorrência teve início nas primeiras horas da manhã na Rua Guilherme Moreira. O local serve como ponto de passagem frequente entre a Gardênia Azul e a Freguesia, sendo rota comum de trabalhadores que acessam as linhas de ônibus para a Barra da Tijuca.
As informações oficiais confirmam que seis agentes deram entrada na unidade de saúde municipal. Os peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli recolheram as armas de fogo utilizadas pelos dois grupos de policiais para checagem de confronto balístico. A principal dúvida que a investigação precisa esclarecer é a dinâmica dos primeiros disparos e por qual motivo a identificação entre as equipes falhou no momento da abordagem.
O subtenente Gláucio somava 26 anos de atuação na corporação militar fluminense. Ele era irmão do sargento Héber Carvalho da Fonseca, também integrante do Bope, que faleceu em serviço durante uma operação policial nos complexos da Penha e do Alemão em outubro de 2025.
Quem responde por isso e como andam os inquéritos
Duas frentes investigativas foram abertas para apurar as responsabilidades pelo tiroteio. No âmbito criminal, o caso está sob os cuidados da Delegacia de Homicídios da Capital, situada na Barra da Tijuca. Os delegados aguardam os laudos balísticos e os arquivos brutos das câmeras fixadas nos uniformes dos militares.
Na estrutura interna da PM, o caso é acompanhado pela Corregedoria Geral da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM). O procedimento apura se houve descumprimento de protocolos de abordagem ou negligência operacional durante o encontro das viaturas na área residencial.
O comando do 18º BPM e a chefia do Bope prestam apoio institucional às apurações. As conclusões dos inquéritos serão encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e à Justiça Militar.
Como denunciar
Moradores que presenciaram a movimentação ou motoristas que registraram o momento dos tiros por câmeras veiculares podem enviar relatos anônimos aos canais oficiais de fiscalização. A colaboração da vizinhança ajuda a esclarecer o trajeto dos veículos e o tempo de duração do confronto.
As denúncias podem ser feitas pelo Disque Denúncia do Rio de Janeiro, no telefone (21) 2253-1177, com funcionamento 24 horas por dia e sigilo garantido. O serviço também aceita informações pelo aplicativo Disque Denúncia RJ ou pelo portal oficial na internet.
Quem preferir prestar depoimento formal ou entregar vídeos diretamente aos investigadores pode comparecer à sede da Delegacia de Homicídios da Capital, que fica na Rua Dom Hélder Câmara, na Barra da Tijuca, levando documento de identificação pessoal com foto.














