A estudante Mariana Queiroz de Carvalho, de 11 anos, está desaparecida há 11 dias em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ela sumiu em 1º de outubro ao sair de casa para a escola no bairro Ipiranga.
A família informou que a menina vestia a farda da rede municipal de ensino e carregava uma mochila lilás. Mariana não chegou a entrar no colégio naquele dia, o que acendeu o alerta imediato de parentes e vizinhos da região.
Buscas mobilizam polícia e moradores no bairro Ipiranga
As buscas por Mariana envolvem agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense e homens do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro. Moradores da comunidade também participam de varreduras em áreas de vegetação e organizam protestos nas ruas do bairro para cobrar respostas rápidas das autoridades.
No dia 6 de outubro, as equipes encontraram pedaços de roupas rasgadas e mechas com tranças de cabelo em uma área de mata próxima à residência da família. O material recolhido foi enviado para análise no Instituto de Criminalística Carlos Éboli, que ainda vai apontar se os vestígios pertencem à aluna.
No último fim de semana, um princípio de incêndio atingiu parte do imóvel onde a menina mora. Em depoimento formal prestado aos investigadores, a mãe afirmou que ateou fogo em algumas peças de roupa da filha em um momento de desespero pelas buscas sem resposta, o que acabou alastrando as chamas pelo cômodo.
O que já se sabe sobre a investigação
O Setor de Descoberta de Paradeiros da especializada conduz as apurações. Os pais de Mariana já prestaram depoimento oficial aos policiais civis para traçar a rotina da estudante e detalhar o trajeto que ela costumava fazer a pé até o colégio.
A polícia informou que novos depoimentos de vizinhos e parentes estão agendados para os próximos dias. Os agentes também tentam localizar registros de câmeras de segurança instaladas no comércio do bairro Ipiranga para verificar se a criança foi abordada ou vista em alguma das vias de acesso.
Como a rotina da comunidade foi impactada
O sumiço alterou o dia a dia de quem vive no bairro Ipiranga. Pais relatam receio de deixar os filhos irem sozinhos para as escolas municipais e estaduais do entorno, passando a organizar grupos de acompanhamento nos horários de entrada e saída.
Manifestações populares fecharam vias locais em cobrança por mais viaturas e agilidade no trabalho pericial. As linhas de ônibus que atendem a localidade circulam, mas operam com cautela quando há movimentação de vizinhos e buscas de voluntários nas margens de terrenos baldios e áreas verdes.
Quem responde pelo caso
O inquérito está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, localizada na Rua Tenente Aldir Soares Adriano, no Centro de Belford Roxo. A unidade especializada é quem coordena os pedidos de perícia e as ordens de busca em campo.
O Corpo de Bombeiros atua como apoio operacional nas incursões em terrenos de difícil acesso e matagais da região periférica de Nova Iguaçu. Até o momento, a Secretaria de Estado de Polícia Civil não divulgou conclusões parciais dos laudos periciais sobre o material recolhido na mata.
Como denunciar e ajudar com pistas
Quem tiver qualquer pista ou souber onde a menina está pode repassar as informações sem precisar se identificar. Os canais oficiais funcionam em tempo integral com sigilo garantido por lei:
- Disque Denúncia: telefone (21) 2253-1177 ou 0300 253 1177 para chamadas do interior do estado.
- Programa Desaparecidos: contato direto pelo aplicativo WhatsApp no número (21) 98849-6254.
- Fundação para a Infância e Adolescência (FIA): pelos telefones fixo (21) 2286-8337 e móveis (21) 98596-5296 ou (21) 99400-7704.
O registro formal de casos semelhantes deve ser feito em qualquer delegacia de polícia ou por meio do sistema da Delegacia Online da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. A lei federal estabelece que as buscas por crianças e adolescentes desaparecidos devem começar de forma imediata após o comunicado dos responsáveis, sem necessidade de aguardar 24 horas.














