A morte de Pepe Mujica aos 89 anos, nesta terça-feira (13), causou grande comoção entre políticos brasileiros, que usaram as redes sociais para prestar homenagens ao ex-presidente do Uruguai. Mujica, que enfrentava um câncer de esôfago em estágio terminal, foi uma figura emblemática da esquerda latino-americana e símbolo de simplicidade e ética na vida pública.
No X (antigo Twitter), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a ternura e a firmeza de Mujica em sua trajetória política: “Mujica aliou a coragem à doçura, a luta à compaixão. Deixa um legado de esperança, um convite a um humanismo radical. Meus sentimentos ao planeta Terra.”
O deputado federal Guilherme Boulos também se manifestou, compartilhando uma foto ao lado do ex-presidente uruguaio e se despedindo com uma declaração afetiva: “Vá em paz, Grande Mestre! Pepe Mujica é eterno!”
Já o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, descreveu Mujica como uma referência de integridade e humanidade: “Uma referência inspiradora para todos nós que acreditamos em um mundo melhor e mais justo. Mujica cumpriu sua missão com uma trajetória marcada pela simplicidade, ética e humanidade.”
José “Pepe” Mujica presidiu o Uruguai entre 2010 e 2015 e ficou conhecido mundialmente por sua postura austera, recusando privilégios do cargo e vivendo de forma humilde em sua pequena chácara nos arredores de Montevidéu. Ele também foi senador e ministro da Agricultura, além de ter integrado a guerrilha Tupamaros nos anos 1960 e 1970.
Ao longo da vida, Mujica acumulou admiração internacional por suas posições progressistas, discursos anticonsumismo e seu exemplo como líder político próximo ao povo. A morte de Pepe Mujica encerra uma trajetória marcada pelo compromisso com a justiça social e pela coerência ética rara no cenário político mundial.














