Morte de pedreiros em São Gonçalo leva Alerj a cobrar imagens de câmeras

Marcelo da Cruz Silva

Morte de pedreiros em São Gonçalo levou a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a cobrar transparência nas investigações e a divulgação das imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos na operação.

Os trabalhadores Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, morreram na terça-feira (27), durante uma ação policial no Jardim Catarina, em São Gonçalo. Segundo as informações divulgadas até o momento, os dois carregavam ferramentas de trabalho e marmitas.

A comissão informou que acompanhará o caso e prestará apoio às famílias das vítimas. O colegiado também defendeu uma investigação rigorosa e a realização de perícia técnica imediata para esclarecer as circunstâncias da operação.

Em nota, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj afirmou considerar inadmissível que trabalhadores sejam mortos durante ações do Estado enquanto se deslocavam para atividades profissionais.

O órgão também destacou a necessidade de divulgação das gravações das câmeras corporais usadas pelos agentes que participaram da ação. Segundo a comissão, a medida é essencial para garantir transparência ao processo de apuração.

A presidente da comissão, Dani Monteiro, manifestou solidariedade aos familiares de Marcelo e Edivan e afirmou que o colegiado seguirá acompanhando o andamento das investigações.

O caso será apurado pelas autoridades competentes, que deverão analisar as imagens, laudos e demais elementos da operação realizada no Jardim Catarina.

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