A Polícia Civil investiga a morte da técnica em mamografia Larissa Cruz Morata, de 29 anos, encontrada com um tiro na cabeça no banheiro da casa onde morava com o marido, um policial militar. O caso aconteceu no domingo e o registro oficial aponta a ocorrência como morte suspeita.
O marido de Larissa, identificado apenas como Vinícius, é policial militar e afirmou aos agentes de resgate e policiais que a esposa teria tirado a própria vida. No entanto, a arma funcional do agente foi localizada em baixo do corpo da vítima, o que levantou questionamentos por parte dos investigadores e dos familiares da jovem.
Morte de técnica em radiologia gera dúvidas e mobiliza policiais
Larissa Cruz Morata era graduada em tecnologia em radiologia desde o ano de 2019 e trabalhava atendendo pacientes como técnica em mamografia. Nas redes sociais, a profissional se definia como uma pessoa totalmente apaixonada pela área da saúde e dedicada ao cuidado de outras pessoas na rotina dos exames.
Os familiares de Larissa rebateram publicamente a versão dada pelo policial militar aos investigadores. Segundo os parentes, o casal teve uma forte discussão na noite anterior ao crime. A família suspeita que a jovem tenha sido vítima de um feminicídio e pede rigor na apuração das provas periciais do local.
A Polícia Civil de São Paulo informou que instaurou inquérito para apurar todas as circunstâncias do fato. O policial militar prestou depoimento formal sobre o ocorrido e outras testemunhas estão sendo intimadas a comparecer à delegacia. A perícia técnica realizou os exames no imóvel e na arma de fogo para identificar resíduos de pólvora e a trajetória do disparo.
Como fica a investigação do caso nos próximos dias
O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita porque os policiais que atenderam a ocorrência avaliaram que não havia elementos suficientes para confirmar imediatamente a tese de suicídio informada pelo marido. A Polícia Civil aguarda os laudos do Instituto Médico Legal e da Polícia Científica para definir a tipificação do crime.
Nos próximos dias, os agentes vão analisar mensagens de celular, depoimentos de vizinhos e laudos balísticos para esclarecer a dinâmica dos fatos dentro do banheiro da residência. Caso os laudos apontem divergência com o depoimento do PM, a natureza do registro pode mudar para feminicídio.
Como denunciar violência contra a mulher e pedir ajuda
Para casos de violência doméstica, ameaças ou agressões contra a mulher, qualquer pessoa pode pedir socorro de forma anônima. A Central de Atendimento à Mulher atende pelo número 180 em todo o país. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, oferecendo orientação e encaminhamento para a rede de proteção.
Em casos de emergência ou quando o crime estiver acontecendo no exato momento, a Polícia Militar deve ser acionada imediatamente pelo telefone 190. Na Baixada Fluminense e na capital do Rio de Janeiro, o leitor também pode passar informações sobre crimes pelo Disque Denúncia no telefone (21) 2253-1177, com garantia de sigilo absoluto.
O que fazer se você for vítima de agressão doméstica
As mulheres que sofrem violência ou ameaça no ambiente familiar devem procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da sua região para registrar o boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência. Se não houver unidade especializada no município, o registro pode ser feito em qualquer delegacia de bairro.
Para a emissão de medidas protetivas, como o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato, é importante levar documento de identidade com foto, comprovante de residência e eventuais provas de ameaça, como mensagens de texto ou áudios gravados no celular.
Foto: Metropoles















