A morte de Isabela Nogueira marca despedida de pioneira do bodyboard e provoca comoção entre atletas, alunos e admiradores do esporte. Ela faleceu na tarde desta segunda-feira, aos 56 anos, após enfrentar um quadro de leucemia. Isabela estava internada em um hospital no Rio de Janeiro.
Viúva do ex-atacante Ézio, do Fluminense, ela deixa dois filhos, de 19 anos. Ao longo de sua vida, construiu uma trajetória importante dentro do bodyboard, sendo uma das responsáveis por impulsionar a modalidade no Brasil.
Campeã brasileira em 1989, Isabela iniciou sua relação com o esporte ainda nos anos 1980, na Barra da Tijuca, após ganhar uma prancha de presente. Com o passar dos anos, tornou-se referência dentro d’água e fora dela, contribuindo diretamente para a popularização do bodyboard no país.
A influência no esporte também se refletiu na própria família. Sua irmã, Mariana Nogueira, conquistou três títulos mundiais na modalidade, reforçando o impacto da família no cenário do bodyboard.
Mais do que títulos, Isabela também se destacou pela atuação social. Ela foi uma das criadoras do projeto “Belas do Bodyboard”, iniciativa voltada ao ensino da modalidade para mulheres nas praias da Barra da Tijuca e do Recreio. O projeto formou novas atletas e incentivou a presença feminina no esporte.
Nos últimos meses, devido ao agravamento de seu estado de saúde, Isabela precisou se afastar das atividades. Ainda assim, o carinho das alunas permaneceu evidente. Durante o Carnaval, participantes do projeto organizaram o bloco “Fã-Clube da Isabela” como forma de homenagem.
Desde que tornou público o diagnóstico da doença, a atleta mobilizou a comunidade do surfe brasileiro. Amigos, familiares e esportistas se uniram em campanhas de doação de sangue, demonstrando a força de sua rede de apoio.
Após a confirmação da morte, diversas mensagens de despedida foram publicadas nas redes sociais, destacando não apenas a atleta, mas também a professora e incentivadora que ajudou a transformar vidas dentro e fora do esporte.
O legado de Isabela Nogueira segue presente nas praias, nas novas gerações e na história do bodyboard brasileiro — uma influência que dificilmente será esquecida.














