Morte de bebê por abandono é investigada no Rio. Mãe está presa!

Lana Gonçalves Pereira, conhecida como Lana Maranhense

A morte de bebê por abandono está sendo investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, após o menino Luiz Guilherme Gonçalves, de um ano e oito meses, chegar já sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Del Castilho, na Zona Norte da capital. A mãe, Lana Gonçalves Pereira, foi presa em flagrante sob a acusação de abandono de incapaz com resultado de morte.

Com informações do Cidade Alerta RJ, os profissionais de saúde da UPA desconfiaram do estado físico da criança e notificaram imediatamente a polícia. Segundo o relato das autoridades, havia sinais de negligência, e a versão apresentada pela mãe continha diversas contradições.

Vizinhos da família relataram que os gêmeos da mulher, Luiz Guilherme e seu irmão, eram deixados sozinhos em casa com frequência. “Era comum ver a casa fechada e escutar os bebês chorando por horas. Às vezes, a gente ajudava como podia, mas ela sumia”, disse uma vizinha à polícia.

A prisão de Lana foi decretada com base nos indícios de abandono e na omissão de socorro. Segundo os agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), o histórico da mãe já incluía relatos informais de negligência por parte de moradores da comunidade, embora não houvesse registro anterior formalizado.

O corpo de Luiz Guilherme foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, onde passa por necropsia para determinar a causa exata da morte. Exames complementares serão realizados para detectar possíveis sinais de violência, desnutrição ou intoxicação. O irmão gêmeo do menino, que sobreviveu, está sob os cuidados da família paterna, que também tenta oficializar o registro civil da criança.

Ainda conforme os investigadores, há suspeitas de que os maus-tratos não eram recentes. “As informações obtidas até agora apontam para um padrão contínuo de negligência. A investigação agora busca esclarecer se a mãe agiu com dolo ou imprudência severa”, explicou um agente da Polícia Civil.

Lana, conhecida nas redes sociais como “Lana Maranhense”, tem 24 anos e vivia sozinha com os filhos em um pequeno apartamento em Del Castilho. Ela alegou que a criança teria passado mal de repente, mas não soube explicar por que demorou a levá-lo à UPA. A análise de mensagens em seu celular deve ajudar a traçar um quadro mais claro sobre os últimos dias do menino.

O Conselho Tutelar e a Secretaria Municipal de Assistência Social estão acompanhando o caso. A prioridade, segundo os órgãos, é garantir a proteção do irmão sobrevivente e investigar se há outros menores em risco na rede de relacionamentos da acusada.

Além da acusação de abandono de incapaz com resultado de morte, Lana poderá responder por outros crimes caso os laudos apontem indícios de agressão física ou omissão intencional de socorro. A pena prevista pode ultrapassar 20 anos de prisão, dependendo do desfecho da investigação.

O caso gerou comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a fiscalização de famílias em situação de risco. A polícia reforça o pedido para que vizinhos e cidadãos denunciem suspeitas de maus-tratos infantis de forma anônima pelo Disque 100 ou diretamente nas delegacias.

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