Morte da Japinha do CV gera dúvidas nas redes; perfis falsos se multiplicam

Japinha do CV

A morte de Japinha do CV, apelido de Penélope, voltou a movimentar as redes sociais nesta sexta-feira (31). Após a divulgação de uma foto em que ela aparece com o rosto desfigurado, supostamente morta durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, internautas começaram a questionar se a “musa do crime” realmente morreu.

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Nos últimos dias, diversos perfis falsos com o nome e as imagens da traficante surgiram nas plataformas digitais. Alguns deles publicaram mensagens afirmando que Penélope estaria viva, enquanto outros passaram a pedir doações via Pix e até divulgar sites de apostas. Em certos casos, pessoas chegaram a se passar por familiares da jovem, alimentando ainda mais as especulações.

“Boa noite, galera. Tá todo mundo falando que eu morri, mas eu não morri. Vou me pronunciar daqui a pouco”, diz um dos perfis falsos que circulou amplamente entre grupos de WhatsApp e páginas de notícias.

A Japinha do CV ficou conhecida nas redes por publicar vídeos em clima descontraído dentro das comunidades controladas pela facção, muitas vezes usando roupas camufladas e posando com armas de fogo. Segundo investigações, ela atuava na proteção de rotas de fuga e na defesa dos pontos de venda de drogas do Comando Vermelho.

Durante a megaoperação da última terça-feira (28), o corpo de Penélope foi encontrado próximo a um dos acessos principais da comunidade, com um colete tático e vestimenta de combate. De acordo com fontes da Polícia Civil, ela foi atingida por um disparo de fuzil que provocou ferimento fatal na cabeça, após resistir à abordagem e abrir fogo contra os agentes.

Minutos antes de morrer, a jovem teria enviado mensagens a uma amiga pelo WhatsApp, incluindo uma chamada de vídeo de cerca de três minutos. A conversa, que viralizou após o confronto, mostra o último contato de Penélope antes de ser atingida.

A morte da Japinha do CV ocorreu durante a mesma ação que deixou mais de 120 mortos nos complexos da Penha e do Alemão — a operação mais letal da história do Rio de Janeiro. Apesar das provas apresentadas pelas autoridades, as especulações e teorias sobre a suposta “sobrevivência” da criminosa seguem em alta nas redes, alimentadas por perfis falsos e postagens sem verificação.

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