A morte a tiros na Estrada da Cancela Preta reacendeu o clima de tensão em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na tarde desta terça-feira (20). A vítima foi identificada como Harllon de Brito, de 28 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada do socorro.
O caso aconteceu por volta das 12h48, na altura do número 1.500 da via. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas, ao chegarem no local, constataram que Harllon já estava sem vida.
Policiais do 14º BPM (Bangu) também foram até a região, isolaram a cena do crime e aguardaram a chegada dos agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsáveis pela perícia. Até por volta das 15h, os trabalhos da especializada ainda não haviam sido concluídos.
Disputa acirrada na região
A Estrada da Cancela Preta fica próxima à comunidade do Catiri, uma área que tem vivido dias de tensão intensa. A região é marcada pela disputa territorial entre integrantes do Comando Vermelho (CV) e grupos milicianos que atuam em Bangu e arredores.
Segundo relatos de moradores, na última quinta-feira (19), traficantes ligados ao CV iniciaram uma ofensiva no Catiri, montando barricadas e ateando fogo em alguns acessos à comunidade. As ações teriam resultado na expulsão dos milicianos que atuavam na localidade.
Policiamento reforçado e clima de medo
Devido ao avanço dos confrontos, o policiamento na região foi reforçado pelo segundo dia consecutivo. Viaturas circulam com frequência nas principais vias do bairro, mas o clima de medo ainda predomina entre os moradores, que relatam constantes tiroteios, bloqueios de ruas e ameaças.
A morte registrada na Estrada da Cancela Preta amplia a preocupação dos moradores, que já convivem com o risco constante causado pela guerra entre facções criminosas e milicianos.
Investigação em andamento
A Delegacia de Homicídios da Capital está responsável pela investigação do crime. Até o momento, não há confirmação sobre a autoria dos disparos, nem se o assassinato tem ligação direta com a disputa pelo controle da região.
A Polícia Civil segue colhendo informações, ouvindo testemunhas e analisando imagens de câmeras de segurança próximas ao local do crime para tentar identificar os responsáveis.














