O reforço policial no Morro dos Prazeres segue mantido nesta quinta-feira (19), um dia após uma operação que terminou com a morte de sete suspeitos, incluindo um dos principais líderes do tráfico na região. Mesmo após o fim da ação, novos tiroteios foram registrados durante a noite.
A operação foi realizada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), com apoio da Subsecretaria de Inteligência, e teve como alvo áreas do complexo Fallet-Fogueteiro, que inclui as comunidades dos Prazeres, Coroa e Escondidinho. Ao todo, mais de 150 agentes participaram da ação.
Entre os mortos está Claudio Augusto dos Santos, conhecido como “Jiló dos Prazeres”, apontado como chefe do tráfico local e integrante do Comando Vermelho. Segundo a Polícia Militar, ele possuía 135 anotações criminais e cinco mandados de prisão em aberto por crimes como homicídio, roubo e tráfico de drogas.
Durante a operação, um morador também morreu após ser feito refém dentro de casa. De acordo com a Polícia Militar, Leandro Silva Souza foi mantido sob ameaça por criminosos que invadiram sua residência durante a ação.
Ainda segundo a corporação, houve disparos dentro do imóvel durante uma tentativa de negociação, e o morador acabou atingido na cabeça. A esposa da vítima, que também foi mantida refém, foi resgatada sem ferimentos, mas em estado de choque.
Após a operação, criminosos reagiram com ações violentas na região. Um ônibus foi incendiado na Avenida Paulo de Frontin, nas proximidades do Túnel Rebouças, e barricadas foram montadas, provocando impactos no trânsito. Quatro pessoas foram presas por obstrução de via.
Ainda na noite de quarta-feira (18), novos confrontos foram registrados. Policiais que realizavam patrulhamento foram atacados por criminosos posicionados em áreas elevadas da comunidade, após abordagem a um suspeito.
Relatos de disparos também foram registrados na região do Rio Comprido, aumentando o clima de insegurança nas áreas próximas.
Segundo a Polícia Militar, o patrulhamento segue intensificado no entorno do Morro dos Prazeres, com o objetivo de evitar novos confrontos e garantir a segurança da população.
A sequência de violência após a operação mostra que, mesmo com ações de grande porte, o cenário segue instável — e moradores ainda convivem com o medo de novos episódios a qualquer momento.














