O Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio, completa 48 horas sem fornecimento de energia elétrica. A interrupção do serviço foi determinada por traficantes que atuam na comunidade, segundo denúncias de moradores. Além do apagão, a população também enfrenta toque de recolher e prejuízos financeiros com alimentos perdidos e estabelecimentos fechados.
De acordo com reportagem de Lucas Araújo, da Super Rádio Tupi, a falta de luz ocorre em meio a uma guerra entre facções criminosas que disputam o controle da região desde a semana passada. O clima é de medo e tensão constante. Na manhã desta sexta-feira (16), moradores relataram presença de criminosos fortemente armados escondidos na área de mata da comunidade.
Na quinta-feira (15), o comércio local foi forçado a fechar as portas após ordens do tráfico. A ameaça de violência e a ausência de serviços essenciais têm impactado o dia a dia dos moradores, que reclamam da insegurança e da falta de resposta rápida das autoridades.
A Polícia Militar informou que equipes da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) estão realizando uma operação conjunta nas comunidades dos Macacos e do São João, no Engenho Novo. A ação mobiliza mais de 50 policiais com o objetivo de impedir confrontos entre criminosos rivais e restringir a circulação dos suspeitos armados.
Ainda segundo a nota enviada pela corporação, “na madrugada de terça-feira (13), policiais da unidade realizaram uma operação nas comunidades do São João e do Macacos. Durante a ação, militares foram atacados por disparos de arma de fogo e reagiram. Cessados os disparos, os militares detiveram um suspeito. Com ele foram apreendidos uma pistola, munições e um aparelho celular. A ocorrência foi encaminhada à 20ª DP”.
Moradores afirmam que o corte da energia elétrica foi uma estratégia do tráfico para dificultar a movimentação de grupos rivais e impedir ações da polícia durante a madrugada. A Light, concessionária responsável pelo fornecimento, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a interrupção nem sobre previsão de restabelecimento.
Enquanto isso, famílias permanecem com geladeiras desligadas, eletrodomésticos sem uso e o temor constante de novos confrontos. A comunidade aguarda medidas efetivas que restabeleçam não apenas a luz, mas a paz no Morro dos Macacos.














