O soldado da Polícia Militar Charles Batista dos Santos, de 45 anos, morreu após passar quase três meses internado no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. Ele foi baleado no rosto durante confronto na Avenida Brasil, altura de Guadalupe.
O agente estava hospitalizado desde o dia 29 de julho, quando participou de uma tentativa de abordagem que terminou em tiroteio intenso na via expressa. O falecimento foi confirmado pela corporação na última sexta-feira (23).
Confronto em Guadalupe terminou com apreensão de arsenal e mortes
Na data do confronto, Charles atuava pelo Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE). A equipe tentou interceptar criminosos em veículos que ignoraram a ordem de parada na pista sentido Centro, gerando perseguição imediata.
Houve confronto armado no trecho de Guadalupe. O soldado Charles acabou atingido no rosto e recebeu socorro emergencial, sendo encaminhado direto para o Hospital Estadual Getúlio Vargas, onde passou por procedimentos cirúrgicos complexos e permaneceu sob cuidados intensivos.
Equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) deram apoio tático à ocorrência. O cerco policial terminou com quatro suspeitos detidos e outros dois mortos após serem baleados. No local, os policiais apreenderam seis fuzis, três pistolas e uma granada de fragmentação.
O que já se sabe sobre o caso e a carreira do soldado
Charles Batista dos Santos ingressou na Secretaria de Estado da Polícia Militar em maio de 2021. Ele completaria quatro anos na corporação e deixa dois filhos órfãos.
Em comunicado oficial, o comando da corporação lamentou a perda do agente em cumprimento do dever. O enterro foi agendado para o Cemitério Parque São Francisco, situado no bairro São Francisco de Assis, em Barra Mansa, cidade no Sul Fluminense onde residem familiares do policial.
A investigação criminal sobre o caso e a identificação dos veículos interceptados ficou sob responsabilidade das unidades da Polícia Civil que apuram mortes decorrentes de intervenção policial e ataques contra agentes de segurança.
Como denunciar ações criminosas na Avenida Brasil
Para colaborar com investigações sobre quadrilhas armadas e roubos de carga ou veículos nas vias expressas da capital, o cidadão pode acionar canais anônimos oficiais:
- Disque Denúncia do Rio: telefone ou WhatsApp no número (21) 2253-1177, com atendimento durante 24 horas por dia.
- Central 190 da PM: indicada para emergências nas vias, flagrantes de perseguição armada ou bloqueios de trânsito em tempo real.
- Aplicativo oficial: o envio de vídeos, fotos e informes pode ser feito diretamente pela plataforma mobile do Disque Denúncia RJ sem identificação pessoal.
O que fazer se você foi vítima ou presenciou tiroteio no trânsito
Motoristas e passageiros que cruzam a Avenida Brasil e acabam encurralados em meio a trocas de tiros devem priorizar medidas de proteção e registro legal dos danos:
- Proteção imediata: deite no assoalho do veículo ou busque abrigo rente às muretas divisórias de concreto, mantendo as mãos visíveis se agentes de segurança estiverem por perto.
- Registro de ocorrência: caso seu automóvel tenha sido atingido por estilhaços ou disparos, procure a delegacia da Polícia Civil mais próxima do trecho ou faça a comunicação pela Delegacia Online da corporação fluminense.
- Apoio psicológico e social: passageiros e rodoviários afetados por traumas de violência em serviço podem buscar atendimento nos centros de referência de assistência social do município.
Quem responde por isso e o que dizem as autoridades
A ocorrência original envolveu equipes especializadas do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas e do Batalhão de Choque. A Secretaria de Estado da Polícia Militar acompanha os desdobramentos de apoio social à família do agente vitimado.
Os quatro suspeitos que sobreviveram ao confronto permanecem à disposição da Justiça do Rio de Janeiro. O material apreendido na ação, incluindo os seis fuzis de grosso calibre, foi periciado pela Polícia Civil para cruzamento com outros crimes cometidos na Baixada e na Zona Norte.














