Morador de Rua em Extrema Negligência é Resgatado com Baratas no Corpo e Internado Involuntariamente no DF
Um homem de 72 anos, em situação de rua e vivendo dentro de uma árvore na 207 Sul, foi encontrado em estado alarmante pelas equipes de acolhimento. O idoso, usuário de álcool, apresentava baratas sobre o corpo no momento do resgate, o que chocou as autoridades.
O caso, revelado pela governadora Celina Leão (PP) nesta quinta-feira (27/8), levou à internação involuntária do homem. Ele sofreu uma parada cardíaca dentro da ambulância do Samu e precisou ser estabilizado e intubado devido à sua condição de saúde, agravada pelo alcoolismo.
A governadora utilizou o episódio para defender o protocolo de internação involuntária humanizada, implementado no Distrito Federal em junho. Segundo ela, sem esse mecanismo, o acolhimento do idoso não teria sido possível, contrariando discursos que, em sua visão, dificultam a retirada de pessoas em vulnerabilidade das ruas.
Situação de Negligência e a Necessidade de Intervenção
Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), detalhou que o homem resgatado estava em um estado grave de negligência. Ele necessitava de cuidados contínuos e, apesar de sua condição, não representava risco para terceiros, o que permitiu a aplicação do protocolo de internação involuntária.
A internação involuntária humanizada no Distrito Federal, aprovada em junho, tem como base a avaliação de equipes de saúde e segue critérios específicos. O protocolo considera sinais de alerta como risco à vida, violência e negligência extrema nos autocuidados básicos. Até o momento, duas pessoas foram internadas sob essa modalidade.
O Protocolo de Internação Involuntária Humanizada
O primeiro caso de internação involuntária ocorreu na segunda-feira (24/8), quando um homem foi encontrado caminhando sobre os trilhos do metrô. A medida não se restringe apenas a casos de violência ou uso de álcool e drogas, mas depende de uma análise criteriosa da equipe de saúde.
A governadora Celina Leão ressaltou a importância do protocolo, afirmando que ele permite o acolhimento de pessoas em vulnerabilidade que precisam de ajuda. A internação involuntária humanizada visa garantir a dignidade e a saúde desses indivíduos, mesmo contra a sua vontade inicial, quando há risco iminente.
O Caso Específico do Idoso de 72 Anos
O idoso, que vivia em condições precárias dentro de uma árvore, foi localizado pela comunidade e resgatado pelo projeto Consultório na Rua. A descoberta de baratas sobre seu corpo evidencia a gravidade da situação de abandono e a necessidade urgente de intervenção médica e social.
A parada cardíaca sofrida no trajeto para o hospital demonstra a fragilidade da saúde do homem e a importância de ações rápidas. A internação involuntária, neste caso, foi vista como a única maneira de oferecer o suporte necessário para sua recuperação e bem-estar.














