As ministras Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania) e Anielle Franco (Igualdade Racial) estiveram nesta quinta-feira (30) nos complexos da Penha e do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, poucos dias após a megaoperação que resultou em 121 mortes — 117 de suspeitos e quatro policiais.
No local, a comitiva federal se reuniu com moradores e coletou relatos de “situações inaceitáveis” durante a ação conjunta das polícias Civil e Militar. A ministra Anielle descreveu o encontro pelas redes sociais como um “momento de escuta e acolhimento” e afirmou que o ministério vai atuar com políticas de reparação, cuidado e redução das desigualdades.
A ministra Macaé salientou que o combate ao crime organizado depende de inteligência e articulação entre esferas federativas, e enfatizou que a população periférica não pode “pagar com suas vidas”. Ela mencionou a em tramitação PEC da Segurança Pública, citando a necessidade de cooperação entre estados e União para enfrentar as facções.
Anielle anunciou a mobilização de 20 peritos criminais federais, além de reforço da Força Nacional para apoiar as perícias no local dos fatos. Ela também informou que as ações do programa Juventude Negra Viva estão sendo mapeadas para implementação no complexo, como parte da estratégia de reparação e inclusão das comunidades.
No início da noite, as ministras seguiram à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde será instalado o gabinete de crise intitulado “Rio sem chacina”, voltado à segurança pública do estado.














