A Câmara Municipal do Rio aprovou, nesta quinta-feira (7), a entrega da Medalha Pedro Ernesto para Milton Cunha, a mais alta honraria concedida pelo legislativo carioca a pessoas que se destacam por serviços relevantes à cidade. A proposta foi apresentada pelo vereador William Siri (Psol) e recebeu apoio de outros parlamentares.
O documento que embasa a homenagem ressalta a trajetória do carnavalesco, que chegou ao Rio em 1982, aos 19 anos, vindo do Pará. Desde então, construiu uma carreira diversificada como carnavalesco, cenógrafo, produtor cultural, comentarista, acadêmico e pesquisador. Milton já assinou carnavais de escolas como Beija-Flor, Unidos da Tijuca, São Clemente e Viradouro, além de ter atuado em produções internacionais e na transmissão dos desfiles das escolas de samba.
A justificativa também destaca sua relevância no debate sobre diversidade e defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+. Seu ativismo é exercido tanto nas falas quanto na postura diante da vida, tornando-se uma referência de representatividade e resistência, afirma o texto.
Para o autor da proposta, a homenagem é uma forma de reconhecimento à importância de Milton para a cultura brasileira. Com inteligência, humor e compromisso social, Milton Cunha é um símbolo da força transformadora da cultura. Pela sua sabedoria, dedicação e carisma, e também pela sua resiliência em sobreviver e vencer o preconceito e as dores da infância, ele faz jus ao Conjunto de Medalhas Pedro Ernesto, destacou Siri.
Além de William Siri, também assinam a proposição os vereadores Maíra do MST (PT), Rick Azevedo (Psol), Monica Benício (Psol), Thais Ferreira (Psol) e Rosa Fernandes (PSD).














