Quem passar pela estação Carioca do MetrôRio nesta quinta-feira (29) pode atualizar a caderneta de vacinação de graça e receber orientações médicas. A mobilização ocorre no mezanino do Acesso B, na Avenida Chile, das 9h às 13h.
Mutirão de saúde leva vacinas e prevenção de AVC ao Centro
A ação no Centro do Rio une a aplicação de doses do calendário básico com uma campanha de conscientização pelo Dia Mundial de Prevenção do AVC. O trabalho reúne equipes da Secretaria Municipal de Saúde, da Subsecretaria de Atenção Primária e profissionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Coordenada pela professora Ana Paula Fontana, da Faculdade de Fisioterapia da UFRJ, a mobilização conta com cerca de 40 especialistas e estudantes da área biomédica e do Instituto de Neurologia Deolindo Couto. O grupo vai tirar dúvidas da população sobre controle de pressão alta, diabetes, colesterol e combate ao sedentarismo, apontados como os principais gatilhos do acidente vascular cerebral.
Quais vacinas estão disponíveis e quem pode tomar?
Os profissionais da rede municipal vão aplicar três imunizantes diferentes durante o período da manhã. A vacina contra a influenza (gripe) está aberta para qualquer pessoa a partir dos seis meses de vida, com foco prioritário em idosos, gestantes e crianças.
A dose meningocócica ACWY, que protege contra formas graves de meningite, é destinada a pessoas de até 59 anos que ainda não receberam essa proteção específica. O público também poderá tomar a vacina tríplice viral, que combate sarampo, caxumba e rubéola.
O que levar para ser atendido na estação?
Para tomar qualquer uma das vacinas, o passageiro precisa apresentar um documento oficial com foto, como carteira de identidade ou carteira de motorista. O cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) ou o CPF também agilizam o atendimento no local.
A Secretaria Municipal de Saúde recomenda levar a caderneta de vacinação física para que os agentes confiram doses anteriores e anotem os novos registros. Se a pessoa não estiver com o comprovante no bolso na hora do trajeto, a equipe pesquisa os dados no sistema municipal antes da aplicação.
Como aprender a identificar os sintomas de um AVC?
Quem parar no mezanino da estação vai receber cartilhas explicativas e atendimento direto sobre o AVC, que segue como uma das maiores causas de morte e sequelas motoras no estado. Os profissionais vão ensinar o método prático de reconhecimento dos sinais de alerta: pedir para a pessoa sorrir (para ver se a boca entorta), abraçar (para notar fraqueza em um dos braços) e cantar ou falar uma frase simples (para checar fala embolada).
O mutirão abordará também a reabilitação física de pacientes que já tiveram a condição, explicando cuidados com a rigidez dos músculos (espasticidade) e a importância do uso contínuo de remédios prescritos pelos postos. Membros da organização AVCistas do Brasil e das Comissões de Pessoas com Deficiência da Prefeitura do Rio e da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) estarão no local prestando esclarecimentos sobre direitos sociais e acessibilidade.
Onde buscar socorro se notar sinais da doença na rotina?
O tempo é o fator mais importante no socorro a quem sofre um AVC. Ao identificar boca torta, perda de força em um lado do corpo ou fala arrastada, o socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deve ser acionado imediatamente pelo telefone 192.
No município do Rio, pacientes com suspeita de derrame são encaminhados com urgência para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou para hospitais de emergência da rede pública, onde há medicação para desobstruir vasos sanguíneos se aplicada nas primeiras horas após o início dos sintomas.















