Uma menina de 9 anos foi socorrida às pressas por vizinhos após ser atacada por um cão da raça pitbull na manhã do último domingo, dia 6, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A criança deu entrada no hospital da região.
No momento da ocorrência, a mãe e o padrasto da vítima não estavam na residência. A movimentação assustou os moradores da rua, que agiram rapidamente para salvar a vida da criança e levá-la ao atendimento especializado no município.
Ataque de pitbull deixa menina de 9 anos ferida em Nova Iguaçu
O caso ocorreu na manhã de domingo e mobilizou quem morava perto do local do ataque. Ao ouvirem os gritos de socorro e perceberem o perigo iminente, vizinhos intervieram imediatamente para afastar o animal e prestar os primeiros socorros à criança. A menina foi levada diretamente para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, conhecido popularmente como Hospital da Posse, onde recebeu os cuidados médicos necessários para os ferimentos causados pelas mordidas do cão.
Apesar da gravidade do episódio e do susto provocado em toda a comunidade local, os familiares da vítima não registraram a ocorrência na delegacia da área até o momento do atendimento inicial. A ausência dos responsáveis no imóvel durante a manhã do ocorrido também levantou questionamentos entre os moradores, que cobraram mais fiscalização e responsabilidade na criação de cães de grande porte na Baixada Fluminense.
Como aconteceu o ataque na Baixada Fluminense
Segundo o relato de pessoas que presenciaram a cena e ajudaram no resgate, o animal conseguiu atingir a criança no momento em que ela estava sem a supervisão direta de adultos dentro da propriedade. A rapidez da ação dos vizinhos foi fundamental para conter o animal e evitar lesões ainda mais graves ou uma tragédia irreparável no local.
Moradores do bairro relatam que o pânico tomou conta da rua durante o atendimento, pois episódios com animais de grande porte soltos ou sem a devida contenção geram apreensão constante para quem precisa caminhar pelas vias públicas com crianças ou idosos. O caso reacende o debate sobre os cuidados obrigatórios na contenção de animais considerados de grande porte ou de guarda no Estado do Rio de Janeiro.
Regras e legislação para a posse de cães da raça pitbull no Rio
No Estado do Rio de Janeiro, a legislação fixa regras estritas para a circulação e posse de cães de certas raças, incluindo o pitbull, fila, doberman e rottweiler. Pela lei estadual vigente, esses animais só podem circular em locais públicos acompanhados por pessoas maiores de 18 anos e utilizando obrigatoriamente coleira, guia curta e focinheira apropriada para o tamanho do cão.
Além disso, os proprietários de cães dessas raças têm a obrigação de manter as instalações onde os animais vivem devidamente trancadas e seguras, com muros altos e portões trancados, evitando qualquer possibilidade de fuga ou de acesso desacompanhado a crianças e pedestres. O descumprimento dessas regras sujeita o tutor a sanções administrativas, multas e até responsabilidade criminal em caso de lesão corporal provocada pelo animal.
O que já se sabe sobre a apuração e atendimento médico
A criança deu entrada na unidade de saúde com ferimentos provocados pelas mordidas do animal e recebeu atendimento da equipe médica de plantão do Hospital Geral de Nova Iguaçu. A direção do hospital prestou o socorro emergencial para higienização, curativos e avaliação da necessidade de intervenção cirúrgica ou vacinação antirrábica e antitetânica, procedimentos padrão para esse tipo de ocorrência.
Até o momento, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro não tinha registro oficial feito pela família na 58ª DP (Posse) ou na 52ª DP (Nova Iguaçu). No entanto, autoridades policiais lembram que casos de lesão corporal envolvendo animais podem ser apurados assim que noticiados formalmente, para apurar a responsabilidade dos tutores ou responsáveis legais pela custódia do animal e da menor.
O que fazer se você for vítima ou testemunhar um ataque
Em situações de emergência envolvendo ataques de cães ou acidentes com ferimentos graves, a primeira atitude deve ser chamar imediatamente o socorro médico pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) pelo telefone 192 ou acionar o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro pelo telefone 193.
Após garantir a integridade física da vítima e o devido atendimento hospitalar, é fundamental procurar a delegacia de Polícia Civil mais próxima para registrar o Boletim de Ocorrência. O registro da ocorrência é importante para que os fatos sejam apurados legalmente e para exigir a responsabilização civil e criminal dos donos do animal, além de garantir o acompanhamento das autoridades de vigilância sanitária municipal.
Como denunciar a presença de animais soltos ou maus-tratos
Para denunciar tutores que mantêm animais perigosos soltos em vias públicas sem focinheira, ou para relatar situações de maus-tratos e falta de contenção em residências, o cidadão do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense dispõe de canais diretos e anônimos de atendimento:
- Disque Denúncia: Ligue para o número (21) 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, garante o sigilo absoluto do denunciante e encaminha as informações diretamente para as autoridades competentes.
- Polícia Militar: Em caso de emergência ou risco iminente no momento do fato, ligue 190 para acionar uma viatura do batalhão da área.
- Vigilância Sanitária e Proteção Animal: A Prefeitura de Nova Iguaçu e demais municípios da Baixada possuem setores específicos para fiscalização de zoonoses e animais em situação de risco ou sem cuidados adequados.















