O caso de uma menina de 11 anos vítima de bullying em São Gonçalo está sendo investigado pela Polícia Civil após denúncia feita pela família. O episódio aconteceu em um condomínio no bairro Galo Branco, na Região Metropolitana do Rio, e causou forte repercussão entre moradores.
De acordo com relatos, a criança foi levada por outras meninas a uma área isolada dentro do condomínio, onde sofreu agressões e constrangimentos. A situação foi registrada em vídeo e compartilhada entre outros jovens, o que ampliou ainda mais a indignação sobre o ocorrido.
Segundo a avó da vítima, a menina ligou desesperada logo após o episódio, pedindo ajuda. A familiar contou que precisou insistir para entender o que havia acontecido, já que a criança estava muito abalada emocionalmente.
Ela me ligou chorando muito e não queria me explicar o que estava acontecendo. Só pediu para eu ir lá correndo. Eu larguei tudo o que estava fazendo, saí correndo, e fui lá ver. Chegando lá, ela não queria me contar, ela só entrou direto dentro do carro e falou assim: “Vó, me tira daqui. Vamos sair daqui, vamos sair daqui”, relatou.
Ainda segundo a avó, a situação teria sido premeditada por outras crianças, que teriam atraído a vítima até o local com um pretexto. O caso envolveu ameaças e agressões, aumentando a gravidade da denúncia.
Levaram um saco com fezes até esse lugar e, ao chegarem lá, deram uma escolha: ou ela apanhava com pedradas ou passava pela situação. Ela ainda relutou, mas, segundo o relato, uma das meninas acabou forçando e esfregando no rosto dela, contou.
A familiar também revelou que a neta já vinha sendo alvo de intimidações anteriores, o que agravou ainda mais o impacto emocional do episódio.
Ela batia na cara da minha neta, entrou na casa do avô dela para bater, já a jogou na frente de um carro e a minha neta ficou quieta todo esse tempo, mas esse fato ela não suportou, afirmou.
A família procurou os responsáveis pelas outras crianças envolvidas, mas relata que houve resistência inicial em reconhecer a gravidade da situação. Agora, o principal pedido é por justiça e maior atenção ao comportamento de menores.
É repugnante, não quero que essa situação passe impune e quero que tenha visibilidade para que os pais fiquem mais atentos aos seus filhos. A minha neta está arrasada, muito introspectiva, está chorando. É um sentimento horrível, porque foi humilhante o que essa menina fez ela passar, desabafou.
O caso foi registrado na 72ª DP (São Gonçalo), onde agentes seguem realizando diligências para apurar os fatos e identificar os responsáveis.
O episódio reacende o alerta sobre a importância de acompanhamento familiar, diálogo e vigilância diante de situações de violência entre crianças e adolescentes — um problema que muitas vezes começa silencioso, mas pode ter consequências profundas.














