Maricá encerra aprovação automática e anuncia reformulação pedagógica para 2026

Maricá encerra aprovação automática

Maricá encerra aprovação automática nas escolas da rede municipal a partir de 2026, como parte de um processo de transformação pedagógica conduzido pela Prefeitura e pela Secretaria de Educação. A medida põe fim ao sistema que permitia o avanço de estudantes mesmo sem a comprovação de desempenho mínimo definido, colocando o município entre os primeiros do estado a extinguir esse modelo de progressão automática.

De acordo com o secretário de Educação, Rodrigo Moura, a mudança integra um conjunto de ações voltadas a elevar a qualidade do ensino público na cidade. Segundo ele, reestruturação física, revisão do planejamento escolar, fortalecimento do currículo e ampliação de políticas de aprendizagem caminham lado a lado com o fim da aprovação automática, que passa a exigir resultados concretos e evolução pedagógica.

A decisão acompanha o crescimento populacional acelerado de Maricá e a chegada constante de novas famílias ao município. Nesse contexto, a Prefeitura afirma que vem executando um plano articulado para ampliar a capacidade da rede municipal, criar novas unidades de ensino e promover investimentos em infraestrutura, formação de professores e tecnologias educacionais para atender às demandas de um sistema escolar que se expande ano após ano.

Hoje, a Rede Pública Municipal de Ensino conta com 88 escolas e mais de 30 mil estudantes nos segmentos de Educação Infantil, Ensino Fundamental I e Ensino Fundamental II. Além disso, Maricá mantém o programa Passaporte Universitário, que já concedeu mais de 12 mil bolsas integrais em 44 cursos superiores — incluindo Medicina — distribuídos por quatro instituições credenciadas, e também passou a ser referência ao criar dez escolas bilíngues para turmas do 1º ao 9º ano, oferecendo idiomas como Francês, Espanhol, Alemão, Inglês e Mandarim.

Para o secretário Rodrigo Moura, o avanço no ensino exige responsabilidade proporcional ao crescimento da cidade. Ele reforça que a reformulação pedagógica e o fim da aprovação automática acompanham o movimento de expansão planejada da rede, garantindo que nenhum estudante fique para trás e que o ensino municipal evolua com os novos tempos.

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