As aulas no Campus Realengo I do tradicional Colégio Pedro II, na Zona Oeste do Rio, foram totalmente suspensas nesta terça-feira (6). A decisão foi tomada após o pai de uma aluna invadir o espaço e intimidar uma professora.
O caso aconteceu na tarde de segunda-feira (5), no momento em que os estudantes deixavam a unidade de ensino. A comunidade escolar se mobilizou em protesto contra a violência, paralisando os atendimentos logo no dia seguinte.
Tensão no horário de saída do Pedro II em Realengo
Segundo relatos de testemunhas que estavam no local, o homem conseguiu acesso ao prédio escolar justamente na movimentação do término do turno. Ele teria confrontado diretamente a docente, adotando postura agressiva e intimidatória em frente a outros funcionários e responsáveis que aguardavam os estudantes.
A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do Campus Realengo I divulgaram comunicado oficial condenando veementemente o episódio. A instituição frisou que atitudes de desrespeito, coerção ou qualquer tipo de agressão contra servidores não serão toleradas dentro do ambiente educacional.
A docente afetada recebeu acolhimento imediato das equipes pedagógicas e de apoio psicossocial da instituição. Para resguardar a integridade física de alunos e profissionais, a administração da escola optou por fechar as portas da unidade nesta terça-feira como ato de repúdio.
O que já se sabe
O episódio mobilizou a direção do campus e os órgãos centrais do colégio federal desde o término do expediente de segunda-feira. A instituição definiu medidas disciplinares e legais imediatas para lidar com a situação dentro e fora dos muros da escola:
- Restrição imediata de entrada: O pai envolvido na agressão verbal está terminantemente proibido de acessar as dependências internas do Campus Realengo I.
- Registro policial: A direção do colégio formalizou a ocorrência na delegacia da Polícia Civil da região para investigação das ameaças sofridas pela servidora pública.
- Audiência externa: A escola marcou uma reunião presencial com o responsável fora do campus, em local neutro, acompanhada por representantes da Reitoria.
- Dossiê pedagógico: Uma apuração interna detalhada está em andamento para avaliar todo o histórico acadêmico e de convivência envolvendo a aluna e sua família.
Quem responde por isso
O caso está sob responsabilidade das autoridades policiais locais da Zona Oeste, que apuram a ocorrência a partir da denúncia aberta pelos gestores do colégio. Por se tratar de servidor público federal no exercício da função e de um campus federal, os fatos podem tramitar também em instâncias complementares caso sejam constatados crimes específicos.
A Direção-Geral do Colégio Pedro II reiterou que os setores de apoio institucional estão acompanhando o bem-estar psicológico e jurídico da professora. A reitoria informou que analisa os protocolos de segurança nas portarias das unidades para reforçar o controle de acesso de visitantes.
Como denunciar
Casos de violência, ameaça a servidores públicos, desacato ou agressões em unidades escolares podem ser comunicados formalmente pelas autoridades e por cidadãos que presenciem os fatos.
Para relatar ocorrências ou colaborar com investigações na cidade do Rio de Janeiro de forma anônima, a população conta com os seguintes canais oficiais:
- Disque Denúncia: Telefone (21) 2253-1177, com atendimento anônimo e funcionamento 24 horas por dia.
- Polícia Militar: Em casos de flagrante ou situações de emergência e perigo iminente, ligue para o telefone 190.
- Ouvidoria Geral do Colégio Pedro II: Canal interno disponível pelo portal institucional para registro de queixas sobre a rotina dos campi.
Como fica a rotina da comunidade escolar
A suspensão total dos serviços afetou centenas de famílias que dependem do Campus Realengo I no cotidiano. O fechamento serviu como um dia de reflexão interna e reunião entre corpo docente, técnicos administrativos e a gestão para reavaliar medidas de convivência.
A previsão inicial é de que as atividades pedagógicas regulares sejam retomadas após o alinhamento das normas internas com a equipe de ensino. A escola garantiu que os estudantes não serão prejudicados no cumprimento do calendário letivo anual e que eventuais reposições serão organizadas pela coordenação.
A diretoria da unidade pretende reunir a comunidade escolar nas próximas semanas para debater ações de combate à violência no ambiente escolar, buscando restabelecer o diálogo seguro entre professores e famílias.














