A dramaturga Maria Clara Machado ganhou uma estátua de bronze em frente ao Teatro O Tablado, na Rua Lineu de Paula Machado, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, marcando as comemorações dos 75 anos do espaço cultural.
Homenagem de bronze eterniza Maria Clara Machado na calçada do Tablado
A escultura em tamanho real foi inaugurada para celebrar a trajetória de uma das maiores referências do teatro infantil brasileiro. O monumento fica na calçada do número 795 da Rua Lineu de Paula Machado, bem diante da entrada da instituição criada por ela em 1951.
A peça é assinada pelo artista plástico Edgar Duvivier. A iniciativa partiu de Cacá Mourthé, sobrinha da autora e atual diretora da instituição, recebendo apoio do ex-secretário municipal de Cultura Marcelo Calero e mediação de Diego Vaz, secretário municipal de Conservação, que viabilizou a autorização junto ao prefeito Eduardo Cavaliere.
A obra foi bancada com recursos levantados pelo próprio teatro. O escultor produziu 50 miniaturas em bronze vendidas em campanha lançada em maio deste ano, garantindo a verba para a fundição. A Secretaria Municipal de Conservação assumiu a instalação da base e ficou encarregada de manter a peça preservada.
Quem foi Maria Clara Machado e qual seu peso no Rio
Nascida em 1921 em Belo Horizonte, Maria Clara Machado mudou-se ainda pequena para a capital fluminense. Ela cresceu cercada por intelectuais em razão de seu pai, o escritor Aníbal Machado. Após estudar artes cênicas na França, retornou ao país para fundar o grupo teatral que revolucionou a produção voltada para crianças.
Em sua carreira, escreveu clássicos como Pluft, o Fantasminha, O Cavalinho Azul, O Rapto das Cebolinhas e A Bruxinha que Era Boa. A escritora faleceu em 2001, aos 80 anos, deixando uma dramaturgia rica que permanece em cartaz em palcos de todo o Brasil e forma novas plateias.
O impacto do Tablado na formação de grandes atores
Fundado no dia 28 de outubro de 1951, O Tablado tornou-se uma das escolas de interpretação mais importantes da América Latina. O espaço formou gerações de artistas que se consolidaram na televisão, no cinema e nos palcos do país.
Entre as personalidades que passaram pelas oficinas e palcos da casa estão Marieta Severo, Fernanda Torres, Claudia Abreu, Andréa Beltrão, Malu Mader e Drica Moraes. O método prático criado por Maria Clara valorizava o improviso, o respeito à inteligência infantil e o rigor técnico da encenação.
Como visitar o local e assistir às apresentações
Quem passa pelo Jardim Botânico pode visitar o monumento livremente, já que a peça de bronze fica instalada no passeio público, aberta a pedestres e admiradores da dramaturgia carioca. Em 2023, a calçada em frente ao endereço já havia recebido intervenções artísticas que destacam os títulos encenados ao longo das décadas.
A celebração dos 75 anos da casa conta também com espetáculo em cartaz. O público pode assistir à montagem de A Bruxinha que Era Boa, sob direção de Cacá Mourthé. As sessões acontecem todos os sábados e domingos, sempre a partir das 17h, no próprio Teatro O Tablado, na Rua Lineu de Paula Machado, 795.
Como denunciar vandalismo contra monumentos públicos
A conservação da nova escultura depende também do cuidado coletivo e do monitoramento das ruas. Danos, pichações ou tentativas de furto contra o patrimônio histórico e cultural da cidade devem ser comunicados imediatamente aos canais oficiais da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e às forças policiais.
Casos de depredação podem ser informados à Central de Atendimento 1746, pelo telefone ou aplicativo da Prefeitura. Denúncias anônimas sobre ação de vândalos ou comércio ilegal de metais retirados de praças e vias públicas podem ser encaminhadas ao Disque Denúncia pelo número 2253-1177, com funcionamento 24 horas.














