A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro acionou o Governo do Rio e o Consórcio Maracanã nesta terça-feira, 29 de setembro, após um novo veto que impede o Vasco de mandar jogo decisivo no estádio.
Disputa política e esportiva pelo uso do Maracanã chega à Casa Civil
A deputada estadual Dani Monteiro enviou ofícios formais à Secretaria de Estado da Casa Civil e à administração do Estádio Jornalista Mário Filho. A parlamentar contesta a recusa do consórcio gerido por Flamengo e Fluminense em ceder o gramado para a semifinal continental contra o Boca Juniors.
Para justificar o veto à partida marcada para 20 de outubro, a gestão do estádio citou o desgaste da grama, o calendário apertado e até os impactos climáticos do fenômeno El Niño. O confronto define vaga na final e atrai milhares de torcedores cariocas que dependem do transporte coletivo rumo à Zona Norte.
A representação parlamentar argumenta que o complexo esportivo é um patrimônio público estadual concedido à iniciativa privada. Por se tratar de concessão regida por normas públicas, a administração não pode criar barreiras sem laudos claros e acessíveis ao cidadão e aos clubes do Rio de Janeiro.
O que a deputada cobra do consórcio e do Estado?
O ofício exige que o Consórcio Maracanã e o Governo do Estado apresentem imediatamente todos os estudos técnicos, laudos agronômicos e pareceres oficiais que embasaram a recusa ao clube cruz-maltino. Dani Monteiro questiona o uso do gramado para grandes eventos e jogos internacionais de outras modalidades, enquanto partidas do futebol nacional enfrentam negativas constantes.
A deputada também solicita cópia dos critérios formais aplicados para aprovar ou rejeitar partidas no local. O foco é garantir igualdade de condições entre todas as agremiações esportivas do Rio de Janeiro, já que o Vasco reúne uma das maiores torcidas do país e mantém raízes profundas na história do estádio.
Como fica o calendário das semifinais do Vasco?
O primeiro confronto entre Boca Juniors e Vasco acontece em 13 de outubro, na Argentina, no Estádio Alberto José Armando, popularmente conhecido como La Bombonera, em Buenos Aires. A partida começa às 21h30, pelo horário de Brasília, com transmissão oficial para o território brasileiro.
O jogo de volta está agendado para 20 de outubro, também às 21h30. Com a negativa do Consórcio Maracanã mantida até o momento, a diretoria do Vasco avalia alternativas de estádio para receber os torcedores com capacidade adequada e segurança. A definição do local final deve sair nos próximos dias pelos órgãos esportivos competentes.
Quem responde pela concessão do estádio?
O controle do complexo esportivo é de responsabilidade direta do Governo do Estado do Rio de Janeiro, com acompanhamento feito pela Secretaria de Estado da Casa Civil, localizada no Palácio Guanabara, em Laranjeiras. É a Casa Civil que fiscaliza o contrato de concessão firmado com as diretorias de Flamengo e Fluminense.
O cidadão fluminense e os torcedores podem acompanhar decisões, editais e termos desse contrato por meio do portal oficial do Governo do Estado (rj.gov.br) ou pela Ouvidoria Geral do Estado, acessível pelo telefone 162. Até a publicação desta matéria, nem o governo estadual nem a concessionária do estádio apresentaram os pareceres técnicos solicitados pela comissão da Alerj.














