Um major da Polícia Militar de 38 anos morreu após ser baleado durante uma confusão envolvendo policiais penais em frente a um bar, na Zona Sul de Macapá. O caso aconteceu no domingo e mobilizou equipes de investigação civil.
O oficial foi identificado como Anderson Leite Rodrigues Fernandes, que atuava no 12º Batalhão da Polícia Militar. Ele chegou a receber socorro, mas não resistiu aos ferimentos provocados pelos disparos durante o confronto no local.
Tiroteio entre agentes de segurança termina em morte na Zona Sul
Segundo testemunhas e informações preliminares apuradas pelas forças de segurança, o tiroteio aconteceu na calçada do estabelecimento comercial. Agentes que estavam de folga teriam iniciado um desentendimento, que evoluiu rapidamente para troca de tiros.
Moradores e frequentadores da região relataram momentos de pânico com o barulho dos disparos. Pessoas que estavam no estabelecimento tentaram se abrigar dentro do imóvel e atrás de veículos estacionados até a chegada das primeiras viaturas de resgate e policiamento ostensivo.
A área externa foi isolada logo após os disparos para a atuação dos peritos criminais. O trânsito de pedestres e veículos nas imediações do bar precisou ser temporariamente bloqueado durante os primeiros levantamentos da perícia técnica.
O que já se sabe sobre o caso
A investigação aponta que a confusão envolveu policiais penais que também estavam nas proximidades do bar no momento da ocorrência. Até o momento, as circunstâncias exatas que provocaram a discussão e a ordem dos disparos não foram detalhadas oficialmente.
Peritos recolheram cápsulas e estojos de munição encontrados na calçada e na via pública para verificar os calibres utilizados. As armas dos agentes envolvidos no episódio devem ser apreendidas e submetidas a exames de balística no instituto de criminalística local.
Câmeras de segurança instaladas na fachada do bar e em comércios vizinhos foram solicitadas pelos investigadores. As imagens vão ajudar a determinar quem efetuou os primeiros disparos e a dinâmica precisa da briga.
Quem responde por isso
O caso está sob responsabilidade direta da Polícia Civil, por meio da delegacia especializada competente, que abriu inquérito formal para apurar o homicídio e esclarecer eventuais excessos de legítima defesa ou condutas criminosas.
A Polícia Militar acompanha os desdobramentos por meio de sua Corregedoria-Geral, prestando assistência institucional aos familiares do oficial morto. O comando do 12º Batalhão da Polícia Militar lamentou o ocorrido e colabora com os dados funcionais do major.
A pasta estadual de administração penitenciária e segurança pública também deve abrir procedimento administrativo disciplinar interno para averiguar a conduta dos policiais penais envolvidos na confusão.
Como denunciar e colaborar com a investigação
Testemunhas que estavam no local do crime ou pessoas que possuam vídeos gravados pelo celular podem enviar material para auxiliar o trabalho da polícia sem precisar se identificar.
- Disque Denúncia: Ligações anônimas podem ser feitas pelos números oficiais disponibilizados pelas forças estaduais de segurança (como o telefone 181), com garantia total de sigilo.
- Polícia Militar: Em caso de situações de emergência ou flagrante, a população deve acionar o 190.
- Delegacia local: Quem tiver informações diretas pode comparecer à delegacia de homicídios da comarca, apresentando relatos ou arquivos digitais aos agentes de plantão.
O inquérito policial tem prazo inicial de conclusão e os laudos periciais cadavérico e de balística devem ser anexados aos autos nas próximas semanas.














