Mãe morre em Campo Grande ao separar briga de alunas na porta de escola

Uma mulher morreu após passar mal enquanto tentava separar uma briga de adolescentes na tarde desta terça-feira, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O caso aconteceu perto dos portões de uma unidade de ensino municipal e chocou vizinhos.

Tumulto na porta de colégio termina em tragédia na Zona Oeste

O episódio aconteceu nas imediações da Escola Municipal João Proença, localizada na Rua Iturbides Esteves. A vítima tinha ido até o local justamente para buscar a filha, que estava no centro de um desentendimento com outra aluna da unidade.

De acordo com testemunhas, uma discussão começou do lado de fora da unidade escolar. Ao tentar proteger a filha e interromper o confronto físico entre as estudantes, a mulher perdeu a consciência repentinamente e caiu no asfalto.

Equipes de enfermagem do Centro Municipal de Saúde Alberto Nascimento Silva, posto de saúde situado na mesma região, correram para prestar os primeiros socorros. Apesar dos procedimentos de reanimação feitos ainda na rua, a mulher não resistiu e faleceu no local.

A causa exata do óbito ainda depende de laudos periciais do Instituto Médico-Legal. Os médicos e peritos buscam confirmar se a vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória em decorrência do estresse do tumulto ou se houve algum tipo de agressão física durante a confusão generalizada.

Família relata histórico de ameaças e falta de providências

Parentes da mulher morta afirmam que o conflito entre as alunas não era recente. Segundo relatos da família, a jovem vinha sofrendo ameaças frequentes por parte de outras estudantes do colégio ao longo dos últimos dias.

Os familiares sustentam que a mãe já havia procurado a direção da Escola Municipal João Proença para alertar sobre os riscos e pedir proteção para a menina. De acordo com os parentes, nenhuma medida efetiva foi adotada pela administração da escola para cessar os atritos ou mediar a convivência entre as partes envolvidas.

Questionada sobre a denúncia da família, a Secretaria Municipal de Educação informou apenas que a mulher compareceu ao colégio chamada para tratar de um episódio de indisciplina envolvendo a filha. A pasta alegou que o mal-estar ocorreu em via pública, fora dos limites do prédio, e afirmou que acompanha os desdobramentos para prestar o suporte necessário à família, mas não detalhou sobre os avisos prévios alegados pelos parentes.

Quem responde por isso e como andam as investigações

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro foi chamada assim que o tumulto tomou proporções graves. A outra adolescente envolvida na briga chegou a ser abrigada dentro da escola para evitar novos confrontos e aguardou a presença de seus responsáveis legais.

Logo em seguida, policiais do 40º BPM (Campo Grande) conduziram a jovem e sua mãe até a 35ª DP (Campo Grande), responsável pelo registro oficial da ocorrência. Testemunhas e pessoas que presenciaram a queda da mulher prestaram depoimentos preliminares.

A 35ª DP abriu inquérito e realiza diligências para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido. Imagens de câmeras de segurança de imóveis e comércios da Rua Iturbides Esteves foram solicitadas pelos investigadores para detalhar a dinâmica exata dos fatos e identificar se houve empurrões ou agressões direcionadas à vítima.

Como denunciar casos de ameaça e violência escolar

Situações de ameaça contra crianças e adolescentes ou casos de violência no trajeto escolar podem ser reportados às autoridades de segurança pública e de proteção à infância da cidade do Rio de Janeiro.

  • Disque Denúncia do Rio: Pelo telefone 2253-1177, o atendimento funciona 24 horas por dia, de forma anônima e gratuita, aceitando denúncias sobre agressões e pontos de conflito.
  • Polícia Militar: Em caso de flagrante ou tumultos na porta de escolas, ligue imediatamente para o 190.
  • Conselho Tutelar de Campo Grande: Responsável por intermediar conflitos e apurar negligências ou violências envolvendo menores, funcionando em horário comercial com plantão para emergências.
  • Ouvidoria da Secretaria Municipal de Educação: É possível protocolar registros formais sobre a falta de atendimento das direções escolares pelo telefone da Central 1746.

O que fazer se você foi vítima de violência ou ameaça

Moradores que enfrentam ameaças ou agressões verbais e físicas devem registrar formalmente a situação junto à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro o quanto antes, para que haja amparo legal e medidas protetivas.

Para ocorrências em Campo Grande, o atendimento presencial é feito na 35ª DP, localizada na Rua Artur Rios. É necessário levar documento oficial com foto (como RG ou CNH), além de eventuais provas, como mensagens de texto, prints de redes sociais ou nomes de testemunhas.

Muitos tipos de ameaça e conflito também podem ser registrados sem sair de casa, por meio da Delegacia Online da Polícia Civil do Rio (dedic.pcivil.rj.gov.br). O boletim de ocorrência gerado pela internet tem a mesma validade jurídica e serve de base para o início de investigações e cobrança de medidas cautelares.

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