Mãe e filha são mortas a facadas horas após companheiro falecer

A Polícia Civil do Estado de São Paulo investiga o assassinato de Janaína Duarte Santiago e da filha dela, encontradas mortas a facadas dentro de casa nesta sexta-feira, dia 26, horas após o companheiro falecer em um acidente de carro.

Investigação apura elo entre batida na estrada e facadas em casa

O caso ocorreu na cidade de Cosmópolis, no interior paulista. O rapaz de 34 anos morreu depois de se envolver em uma colisão com o automóvel que conduzia. Pouco tempo depois de as equipes de resgate registrarem a ocorrência de trânsito, vizinhos e parentes localizaram os corpos da mulher e da criança no imóvel da família.

Segundo o delegado titular responsável pelas apurações, Marco Antônio Pozeti, os dois adultos mantinham uma relação estável e moravam juntos no mesmo endereço. O automóvel utilizado pelo homem no momento da batida fatal estava registrado legalmente no nome da própria Janaína. A autoridade policial destacou ainda que o condutor não era o pai biológico da menina encontrada morta com ferimentos graves de arma branca.

A perícia do Instituto de Criminalística esteve no local para coletar vestígios, enquanto os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal para a realização dos laudos periciais. Os policiais agora concentram esforços em entender a dinâmica cronológica dos acontecimentos. A linha de trabalho busca identificar se as mortes dentro de casa aconteceram antes ou depois do acidente nas pistas locais.

O que já se sabe sobre a linha do tempo

A cronologia inicial levantada pelos agentes mostra que a colisão de trânsito aconteceu em uma das vias de acesso de Cosmópolis. O condutor de 34 anos faleceu antes da chegada definitiva dos socorristas. Ele estava sozinho dentro do veículo durante o impacto.

Poucas horas depois, a localização dos corpos de Janaína e de sua filha causou comoção no bairro residencial. As duas apresentavam marcas profundas provocadas por faca. Nenhuma linha de investigação foi descartada até o presente momento pela equipe do setor de investigações gerais.

A Polícia Civil busca imagens de câmeras de segurança instaladas nas imediações da casa e também ao longo da rodovia. O objetivo central é verificar se o motorista saiu de casa após cometer as agressões ou se um terceiro autor entrou na residência após a morte do condutor do automóvel.

Quem responde pela condução do inquérito

O inquérito policial está instaurado na Delegacia de Polícia de Cosmópolis, sob a liderança do delegado Marco Antônio Pozeti. Os depoimentos formais de parentes, testemunhas e vizinhos mais próximos já foram iniciados na unidade para entender o histórico recente de convivência entre o casal.

Também estão sendo aguardados os resultados do laudo toxicológico e do exame necroscópico. A perícia técnica tem prazo legal médio de 30 dias para juntar os laudos conclusivos no processo, detalhando horários aproximados dos três óbitos.

A Delegacia de Polícia de Cosmópolis atende presencialmente na Rua Max Hergert, número 700, no Centro da cidade. O telefone da central de atendimento do cartório policial local para informações processuais é o (19) 3872-1144.

Como denunciar de forma anônima e segura

Quem tiver informações sobre desavenças recentes, movimentação de suspeitos ou presenciou a saída do carro da residência deve repassar os dados para ajudar na elucidação dos crimes. A denúncia pode ser feita sem necessidade de identificação pessoal:

  • Disque Denúncia Estadual: ligação gratuita pelo telefone 181, serviço que funciona 24 horas por dia com garantia total de sigilo.
  • Polícia Militar: caso veja suspeitos ou situações urgentes de risco, ligue diretamente pelo número 190.
  • Delegacia Eletrônica: informações e relatos podem ser enviados pela plataforma oficial da Polícia Civil pelo portal policiacivil.sp.gov.br.

O que fazer em casos de risco e violência doméstica

Casos envolvendo tensões e agressões no ambiente familiar demandam intervenção rápida dos órgãos de acolhimento social e de proteção pública. Se você ou alguém próximo enfrenta situações desse tipo, os canais de apoio garantem medidas protetivas com urgência:

O número 180 é a Central de Atendimento à Mulher, atendendo relatos e orientando vítimas sobre abrigamento em território nacional. O canal funciona de domingo a domingo, sem custo tarifário. Casos urgentes com ameaça física iminente devem ser encaminhados presencialmente à delegacia distrital mais próxima ou comunicados imediatamente às viaturas da corporação militar em ronda pelo bairro.

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