Foragido “Foguinho” é procurado pelo Disque Denúncia RJ após 23 anos de condenação por latrocínio de PM no Centro do Rio

Foguinho

Associado à facção Comando Vermelho que opera no Morro da Providência, “Foguinho” está foragido do sistema prisional desde dezembro de 2025.

Nesta segunda-feira (28), o Disque Denúncia (2253-1177) lança um cartaz para apoiar as investigações da Divisão de Buscas e Recapturas (RECAP), da Secretaria de Estado de Polícia Penal (SEPPEN/RJ), com a finalidade de conseguir informações que levem à recaptura do criminoso, Cláudio Barbosa de Lima, conhecido como “Foguinho”, de 29 anos, que faz parte da Organização Criminosa Comando Vermelho e é classificado como “Alta Periculosidade” pelo sistema prisional. Ele é um terceiro participante no assassinato do 3º Sargento da Polícia Militar do Rio, Renato Liberato Neto, que estava lotado na Corregedoria da Polícia Militar e foi morto no dia 24 de outubro de 2016, durante um assalto em uma loja Americanas na Rua Sacadura Cabral, no Centro do Rio. Ele estava com a filha, que também sofreu ferimentos durante o assalto.

Os assaltantes invadiram o comércio com o objetivo de roubar celulares, mantendo clientes e funcionários sob a ameaça de armas, forçando-os a se dirigir aos fundos da loja. Um dos assaltantes foi para o estoque, enquanto outro ficou no salão. Foi nesse instante que o policial e sua filha chegaram e foram pegos de surpresa por um dos ladrões. O sargento tentava interromper o crime quando um dos bandidos, conhecido pelo apelido de “Bolão”, que estava no estoque, disparou contra o PM Renato Liberato, de 44 anos, e sua filha de apenas 10 anos. Ferido na cabeça, o policial ainda foi levado ao Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, mas acabou não sobrevivendo aos ferimentos. A filha dele, que foi baleada na perna, também recebeu atendimento e foi encaminhada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, sendo depois transferida para o HCPM.

Após o ataque, o criminoso Edvandro Luiz Galvão Muniz, conhecido como “Lorão”, de 34 anos, que está foragido desde agosto deste ano e foi um dos responsável pelos assalto  juntamente com o bandido “Bolão” (que já se encontra preso), deixaram o local do crime com a ajuda de dois comparsas em duas motocicletas. Um deles era Cláudio Barbosa, o “Foguinho”, que os esperava na saída da loja, e fugiram em direção à comunidade da Pedra do Sal, levando consigo o celular e a arma da vítima.

“Foguinho”, também fugiu do sistema penitenciário desde o Indulto de Natal de 2025. Ele foi preso em dezembro de 2016, por agentes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC-CAP). Em dezembro de 2024, ele foi transferido do regime fechado para o semiaberto. Em outubro de 2025, recebeu autorização para o direito de Visita Periódica ao Lar (VPL) e deixou a prisão durante o Indulto de Natal, em dezembro do mesmo ano, não retornando mais à sua unidade prisional desde então.

Em face dos acontecimentos, foi emitido um Mandado de Prisão contra ele, pela Vara de Execuções Penais (VEP), sendo este um tipo de prisão: Recaptura. O Mandado Originário é um Mandado de Prisão e a razão para isso é Evasão. A tipificação penal refere-se ao crime de Latrocínio (Roubo Seguido de Morte), pelo qual ele foi sentenciado a 23 anos de reclusão, restando mais onze anos a serem cumpridos em regime semiaberto. A Justiça decidiu pela regressão cautelar do regime do condenado, uma vez que a suspensão do prazo para a execução da VPL é, neste momento, uma medida bastante adequada até que o Procedimento Disciplinar do apenado seja anexado, por ter violado a Lei Penal.

A colaboração da comunidade é fundamental para auxiliar as forças de segurança na captura de criminosos que estão em liberdade de forma ilegal. Se você observar atividades suspeitas ou souber o paradeiro de alguém que desrespeita ordens judiciais ou locais de venda de drogas, pode fazer uma denúncia de forma anônima e segura. Para isso, utilize o Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo telefone 2253-1177. O serviço está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, garantindo sigilo total sobre a identidade do denunciante.

Além disso, é possível enviar informações pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou pelo WhatsApp Anonimizado /DD: (021) 2253-1177, uma técnica que oculta detalhes que podem identificar a pessoa que faz a denúncia.

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